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Imigrantes

Os italianos em Pederneiras

O grupo mais numeroso de imigrantes do município. O pioneiro, segundo os registros, foi Guilherme Fornazari, chegado em 1878; as famílias que vieram depois se espalharam pela lavoura, pelo comércio e pelos ofícios.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Entre os imigrantes que vieram para Pederneiras, os italianos formaram o grupo mais numeroso. Segundo os registros, o pioneiro foi Guilherme Fornazari, que chegou em 1878.

As famílias estão em ordem alfabética pelo nome de quem chegou primeiro.

As famílias

Vindo em fins do século XIX, Adelmo Trazzi, sua esposa Amália Oleani e um filho seguiram para Catanduva onde nasceram seus outros cinco filhos. Depois retornaram à Itália para que seus filhos estudassem. De volta Brasil, permaneceu por seis meses em Pederneiras onde sua filha Delfina Trazzi casou com Norino Bertolini. Adelmo e família voltaram a fixar-se em Catanduva.

Adolfo Zampieri, sua esposa Josefina Rando Zampieri, dois filhos e mais os irmãos Domingos e João Zampieri, de Cavárzere, região de Vêneto, chegaram ao Brasil em 1896 e seguiram para a fazenda Coutinho, em Jaú, trabalhar na lavoura. Mudaram para Pederneiras em 1900 onde adquiriram 60 alqueires de terra no bairro dos Barreiros, construindo uma olaria. Os filhos de Adolfo e Josefina Rando Zampieri eram: José, Anacleto, Francisco, Vitório, Hermínio, Adolfo, Laudelino, Maria, Herminia, Carolina, Antonieta, Joana e Tereza Zampieri.

Alexandre Grijo, de Pádua, veio ao Brasil com os pais aos cinco anos de idade. Casou em 1916 com Encarnación Sanches Anmo em Pederneiras. Residia e trabalhava na fazenda Serraria, em Iguatemi, onde nasceram seus primeiros filhos Antônio, Carmem, Adelina e André. Em meados da década de 1920 mudaram para Pederneiras para trabalhar na máquina de beneficiamento de algodão, arroz, milho e café de propriedade de Attílio De Conti. Nasce seu filho homônimo Alexandre. No início da década de 1930 se muda para o sítio Pindorama, em Guaianás, pertencente a Luiz Svizzero, para traballhar na lavoura e outros afazeres. Ali nascem os filhos José, Wilma, Ana Lice, Odila e Lourdes. Em 1949 Alexandre, esposa e os filhos solteiros mudam para a propriedade arrendada de Aristides Onofrilo, ainda no distrito de Guaianás, cultivando milho, arroz, algodão e feijão. Na década de 1950 mudam para o distrito com os filhos Alexandre, Wilma, Odila, Ana Lice, José e Lourdes. Na década de 1980 muda para Bauru onde falece em 1988, aos 102 anos de idade.

Amadeu Baldellas, de Veneza, chegou ao Brasil em 1904 seguindo para Pederneiras com a função de trabalhar como fiscal e carroceiro na fazenda Santa Lúcia, do Dr. Joaquim de Sales. Mudou para a cidade em 1943 onde trabalhou como carroceiro. Casou-se com Alzira Souza e tiveram três filhos: Antonio, Armando e Áurea Baldellas.

Ângelo Della Coletta, de Conegliano, chegou ao Brasil em 1888 e seguiu para Cordeirópolis onde trabalhou em máquina de arroz e no comércio. Em 1920 chegou a Pederneiras e adquiriu o comércio de Giácomo Cantarin, na rua 15 de Novembro. Ângelo casou com Maria Botecchia e tiveram nove filhos: Angelina, Olímpia, Durvalina, Virginia, Irmã, Luiz, Narciso, Antonio e João Della Coletta.

Ângelo Quartaroli, de Pádua, chegou a Pederneiras por volta de 1887 onde trabalhou na lavoura. Tempos depois adquiriu um sítio em Itatingui onde cultivou café, feijão, milho e algodão. Casou com Joana Pelegrinelli, natural de Bergamo, e tiveram nove filhos: Antonio, Santina, Emilia, José, Bárbara, Tereza, Emilio, Lourenço e Francisco Quartaroli.

Ângelo Zanoto, de Verona, região de Vêneto, chegou ao Brasil em 1894 e seguiu para a fazenda “Paula Prado”, no município de Jaú. Residiu em Mineiros do Tietê e, em 1939, se estabeleceu em Pederneiras com uma fábrica de calçados femininos e a Casa de Calçados Zanoto. Católico fervoroso, Ângelo Zanoto participou como confrade da Conferência de São Vicente de Paulo, sendo seu presidente em 1942. Foi membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Casou em Descalvado com Maria Tardivo, natural de Veneza e tiveram nove filhos: Angelina, Luiza, Amélia, Eliza, Adagilda, Olga, Gelindo, Arlindo e Arnaldo Zanoto.

André Reghini e seu irmão Leonor, de Ferrara, chegaram ao Brasil em 1902 seguindo para Iguatemi, para trabalhar em fazenda de café. Leonor permaneceu em Iguatemi e os seus filhos Caetano, Mario, Elvira e Domingos Reghini mudaram para Pederneiras onde adquiriram um sítio no bairro dos Macacos, onde instalaram uma olaria. André se estabeleceu em Pederneiras e casou com Menergilda Luiza Finatto, natural de Pádua, e tiveram quatorze filhos, sendo que sete faleceram antes de completarem um ano. Seus filhos são: Tereza, Jacomina, Pio, Brígida, Felício, Lino João e Aluízio Reghini.

Antonino Pisani, natural de Corigliano Calabro, Calábria, chegou ao Brasil em 1901 e fixou-se em Pederneiras com uma sapataria na rua do Comércio (atual Rua 9 de Julho), em sociedade com Demétrio de Marco. Essa sociedade durou até 1920 quando se estabeleceu com firma própria e mudou para a avenida Tiradentes. Antonino era músico e como clarinetista participou na década de 1920 da Banda Italiana, e depois formando o Jazz Pederneiras, que se apresentavam em bailes, festas e quermesses. Antonino Pisani casou com Martha Kuester e tiveram sete filhos: Julieta, Ruth, Alice, Noêmia, Caetano, José e Maria Ângela Pisani. Julieta, Ruth e Noêmia foram professoras e escritoras; Caetano, sacerdote, escritor, músico e escultor; José, sacerdote, escritor e músico; Maria Ângela foi professora e escritora.

Antonio de Agostini, sua esposa Antonia Sega e seus quatro filhos, Luiza, Ângelo, Antonieta e João, naturais de Veneza, vieram para o Brasil em 1886 e aqui nasceram Marieta e Rosa. Em Pederneiras instalaram uma cervejaria na praça da igreja matriz (local onde hoje se encontra o Banco Itaú) e se tornou ponto de encontro dos amigos e moradores aos domingos com bailes até o entardecer. Nesse local permaneceu Rosa, que se casou com Secondiano Picolo.

Antonio Albano Cavarsan, de Veneza, chegou ao Brasil e seguiu para Minas Gerais trabalhar na lavoura café, feijão, milho e algodão. Mudou para Pederneiras e trabalhou na propriedade da família Bertolini. Residiu na fazenda Figueira, adquirindo um sítio onde produziam para subsistência e para venda. Antonio casou com Ermínia Putinati e tiveram quatro filhos: Antonieta, João, Maria e José Cavarsan.

Antonio Caputo, de San Nicola Arcella, região da Calábria, veio para o Brasil em 1922 seguindo para Bauru e em 1924 em Pederneiras onde trabalhou como assistente de alfaiate. Em 1931 instalou a Alfaiataria Royal, na avenida Tiradentes, vindo a se aposentar em 1989, após 65 anos de trabalho. Antonio Caputo casou com Olga Vicente em 29 de Julho de 1933 e tiveram dois filhos: Antônio Caputo Junior e Norberto Caputo.

Antonio Garrone, de Maglione, Província de Turim, chegou em Pederneiras em 1898 e instalou armazém de secos e molhados na rua 15 de Novembro, esquina com a rua do Comércio (atual Rua 9 de Julho). Em 1904 chegou seu irmão José, associando-se por dois anos no comércio. Foram fundadores da Banda Italiana, doando inclusive os instrumentos. Antonio foi proprietário da fazenda Bela Vista, com produção de café. Casou com Antonieta de Agostini e tiveram cinco filhos: Mauricio, Antonieta, Margarida, Tereza e Ângelo Garrone. José instalou a Casa Garrone em 1906 e comercializava tecidos, roupas de cama, mesa e banho, meias, chapéus e seção de materiais elétricos, papelaria, vidros, armas e munições. O local era ponto de encontro dos italianos no início do século XX, onde jogavam cartas e se informavam das notícias da Itália pelo jornal Fanfula, lido por José. Em 1936 os filhos, que assumiram a loja em 1918, construíram o imponente sobrado, preservado até hoje. Em 1944, Domingos Garrone adquiriu a Casa Confiança, unificando-a em 1946 com a Casa Garrone e a dirigindo até 1986, quando assumiram sua irmã Regina (Ida) e sua esposa Avany. Em 2004 assumiu Domingos Garrone Júnior e em 2006 a Casa Confiança completou 100 anos. José Garrone casou com Marieta de Agostini e tiveram cinco filhos: Mario, Domingos, Guido, Gildo e Regina Garrone.

Antonio Marcandeli, de Nápoles, chegou ao Brasil em 1901 junto com Carolina Lanza, da Calábria. Seguiram para Pederneiras em 1904 onde se casaram e tiveram dez filhos: José, nascido em 1913; Herculina em 1915; Tereza e João em 1916; Pierina em 1917; Natal em 1919; Antonio Marcandeli Filho em 1922; Ângelo em 1923; Carlos em 1925 e Aparecido Marcandeli em 1927. Muito conhecido na cidade, Ângelo Marcandeli foi, por mais de trinta anos, carroceiro urbano em uma época em que a profissão era muito solicitada nos transportes na cidade, sendo portador de carteira de habilitação para o trabalho.

Antonio Martini, a esposa Modesta Fabri Martini e os filhos Izidoro, Fausta, Rosa, José, Maria, Santina e Amália, naturais de Ferrara, região de Emilia-Romanha, chegaram ao Brasil em 1887 e seguiram para Mineiros do Tietê. Em seguida foram para o bairro dos Macacos, em Pederneiras, onde nasceram Leonor e Fausta. Permaneceram em Pederneiras Leonor e Izidoro. Leonor Martini casado em primeiras núpcias com Herminia Berbel tiveram os filhos: Genésio, Dirce, Ademar e Orlando. Em segunda união com Maria R. Maturana tiveram seis filhos: Izabel, Maria, Neuza, Ivo, Ismar e Antonio Martini. Genésio Martini foi farmacêutico, funcionário público e vereador por três mandatos consecutivos (de 1964 a 1976). É o autor do projeto que instituiu a bandeira do município de Pederneiras. Izidoro foi funcionário da Agência Ford e pedreiro, além de músico. Instalou a primeira fábrica de pisos (ladrilhos hidráulicos), bancos, caixas d’água e demais artefatos de cimento da cidade. Casou com Laurinda Maccioca e tiveram onze filhos: Alberto, Eduardo, Páscoa, Marina, Mauro, Antonio, Maria, Holanda, Maria Aparecida, Albertina e Zulmira Martini.

Antonio Mazzini, de Soresina, província de Cremona, veio para o Brasil em 1894. Foi fiscal na fazenda Bela Aliança, em Bica de Pedra (Itapuí), na cultura de café. Mudou para o município de Pederneiras para trabalhar na Aguinha, Água Grande e chácara de José Antonio, onde além de seu trabalho, alfabetizava os trabalhadores nas colônias. Na cidade foi verdureiro, folheiro e realizava todo tipo de consertos em sua oficina na rua Coronel Coimbra. Antonio Mazzini casou com Santa Benedita Lune e tiveram doze filhos: Aparecida, Antonio Primo, Joana, Justina, Patrocinia, Ana, Rosa, João, Amélia, Maria, Agostinho e Nair Mazzini.

Antonio Minguili, de Pádua, capital de Província homônima, chegou ao Brasil em 1894 a convite de seu cunhado José Comegno para trabalhar na construção de moradias na fazenda do político Ademar de Barros, em São Manoel, pois já trabalhava na construção civil na Itália. Veio com a esposa Jovina Pizani Comegno e o filho Fernando Cristóvão. Aqui nasceram Assunta, Roma, Eulália, Amélia e Vicente Juliano Minguili. Após a morte de Antonio em 1908, a família mudou para Roma com a intenção de não voltar ao Brasil. No entanto, a Itália entrou em guerra na disputa do território de Trípoli e Jovina retornou ao Brasil com os filhos fixando residência em São Paulo. Por volta de 1915, Vicente Minguili, seu irmão Fernando e suas irmãs seguiram para Jaú para trabalharem com os tios José e Justina Beltramini Comegno. Por volta de 1925, Vicente aceitou convite dos tios para, em Pederneiras, instalar máquina de beneficiamento de café, arroz e milho. Em 1940 mudou para Londrina no mesmo e continuou a trabalhar no mesmo ramo. Em 1941 Vicente Minguili retornou a Pederneiras e adquiriu a sorveteria na rua Siqueira Campos, esquina com a avenida Tiradentes. Foi membro da diretoria da Sociedade Italiana, suplente de delegado de polícia e um dos fundadores do Clube Alvorada. Vicente Juliano Minguili casou com Marina Martini e tiveram dois filhos: Fernando Antonio Minguili, dentista, vereador por dois mandatos consecutivos (de 1960 a 1968), presidente da Câmara Municipal (de 1966 a 1968), vice-prefeito (de 1969 a 1972 e de 1983 a 1988) e prefeito municipal (de 1989 a 1992); e Maria da Glória Minguili, professora, foi diretora da Escola Estadual Anchieta e lecionou na faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jaú.

Antonio Roma, de Rovigo, região de Vêneto, chegou ao Brasil em 1885 seguindo para Piracicaba onde casou com Carolina Mazieri, que veio no mesmo navio, onde se conheceram. Trabalhou na fazenda Dona Amélia. Antonio e Carolina tiveram seis filhos: João, José, Luis, Assunta, Sebastião e Rosa Roma.

Antonio Stabile, sua esposa Maria Bois Stabile chegaram ao Brasil em 1888, junto com seus filhos, entre eles, Silvestre. Seguindo para Dois Córregos, este conheceu Tereza Mussi com quem casou e tiveram oito filhos: Rosária Amélia, Hermínio, Pedro Emídio, Fiorentino, Julia, Ernesto, André e Maria Stabile. Por volta de 1919 mudaram para o sítio de alemães no bairro do Macuco onde tiveram quatro filhos: Antonio, José, Amália Aparecida e Joana Stabile. Silvestre e toda a família trabalharam de meeiros no sítio de Ângelo Botero, na Aguinha. Anos depois adquiriu o sítio plantando café, arroz, milho, feijão e mamona. Vendeu o sítio e adquiriu a antiga fazenda Capoeira Grande, no bairro do Itatingui, onde criou os filhos.

Artemio Mordacchini chegou em Pederneiras na década de 1920 e instalou um estúdio fotográfico e o Bazar Avenida, no ramo de livraria e papelaria na avenida Tiradentes. A partir de 1933 dirigiu o semanário O Comércio de Pederneiras. Casou com Silvina Mordacchini e tiveram três filhos: Hellir, Helomar e Helier Mordacchini. Mordacchini registrou em fotos e filmes uma significativa parcela de acontecimentos, deixando o melhor documento da memória da cidade em imagens, as quais conservava e lamentavelmente por falta de zelo, não do autor, foram perdidas e outras simplesmente atiradas ao lixo.

Attilio De Conti, de Treviso, região de Vêneto, veio para o Brasil com os pais e irmãos em 1888. Residiu em Barra Bonita onde casou com Adelaide Ferrarezi, tendo ali dois filhos: Davina e Segismundo Amaro. Adquiriu um sítio em Iguatemi, mudando para Pederneiras em 1907, onde instalou serraria e máquinas de beneficiamento de arroz e café. Em Pederneiras nasceram mais oito filhos: Valério, que foi prefeito (1946) e vereador (de 1948 a 1951); Antonio De Conti, médico, foi prefeito (eleito em 1947 e cumpriu mandato de 1948 a 1951) e vereador por dois mandatos consecutivos (de 1952 a 1959); e mais Cristina, Julieta, Maximiliano, Corsino, Alba e Ana De Conti.

Augusto Manzato chegou ao Brasil em 1885 e trabalhou na lavoura. Com suas economias adquiriu um sítio na Cachoeirinha, onde produziu arroz, feijão, café, milho, além da criação de gado, suínos e avicultura. Instalou e dirigiu máquinas de beneficiamento de arroz e café na rua 15 de Novembro. Augusto casou pela primeira vez com Verginia Permagnani e tiveram oito filhos: Henrique, Rosa, Reinaldo, Luzia, Atílio, Antonio Tancredo, Helena e Olinda Manzato. Casou pela segunda vez com Eliza Fraiçoli Spiere, viúva de João Spiere com quem teve quatro filhos: Ana, Ângelo, Antonio e Maria Spiere. Augusto e Eliza Fraiçoli Spiere tiveram três filhos: Virgilio, Adelina e Domingos Manzato.

Basílio Lodo, sua esposa Filomena Zanotto, sua irmã Ester e a filha Iza Lodo, naturais de Adria, Província de Rovigo, vieram para o Brasil em 1897 para trabalhar na lavoura de café em Bica de Pedra (Itapuí). Nesta cidade Iza casou com Ângelo Spirandelli e adquiriram em seguida um armazém de secos e molhados, mudando-se após dois anos para Pederneiras. O casal Iza e Ângelo tiveram oito filhos: Deolinda, Ayres, Rina, Dalila, Denise, Ayer, Olírio e Tito Livio. Permaneceram em Pederneiras Tito Livio e Ayres Spirandelli. Ayres casou com Lídia Galbero e tiveram sete filhos: Zilda, Rubens Geraldo, Orides César, Célia Aparecida, Antonio Osni, Maria Lídia e José Ayres Spirandelli.

Bortolo Grana e sua esposa Maria Proti vieram para o Brasil em 1890 seguindo para Brotas onde nasceu Provido Grana. Provido casou em 1913 com Maria Veroneze, natural de Verona. Em 1932 mudou para o município de Pederneiras adquirindo terras no sítio Anhumas, em Santa Isabel (atual Vanglória). Provido e Maria tiveram onze filhos: Zulmira, Regina, Aurora, Ermelindo, Guiomar, Vitalina, Gentil, Mercedes, Domingos, Aparecida e Argemiro.

Bruno Marafioti, de Catanzaro, Calábria, veio para o Brasil em 1905 residindo alguns meses em Guariba e daí para Bauru, onde montou uma olaria. Em 1909 mudou-se para o município de Pederneiras adquirindo 48 hectares de terras na região onde hoje se localiza o distrito de Guaianás, construindo uma olaria. Doou o terreno para a construção do cemitério de Guaianás e sua família contribuiu para a edificação da Capela local. Bruno casou com Regina Bertoloti e tiveram dez filhos: Vicente, Heloisa, Yolanda, Ondina, Olga, Joana, Américo, Almerindo, Germano e Egidio Marafioti que foi vereador (1936/37, 1948/1951 e 1952/1955), sendo presidente da Câmara de 1949 a 1951. Egidio casou-se com Celene Mortari, Vicente casou-se com Angelina Papetti.

Caetano Cestari, de Pádua, chegou em Pederneiras por volta de 1911 onde foi encanador e padeiro. Tornou-se empresário quando adquiriu o Hotel União, na rua Washington Luiz, esquina com a rua Coronel Coimbra, sobrado ainda preservado. Caetano casou com Lucia Trevisan e tiveram oito filhos: Pedro, Guilherme Antonio, João, Maria, Raul, Nair (Ziza), Angelina e Ernestina Cestari.

Carlos Ghiraldelli e sua esposa Angelina Passofini Ghiraldelli chegaram a Pederneiras em 1898. Aqui nasceu o primogênito Jacintho Ghiraldelli seguido de Domingos, Roberto, Américo, Lino, Carlos Junior, Henriqueta, Elvira e Ziza. Carlos e seus filhos trabalhavam na construção civil. Construíram o prédio onde se instalou o Central Cinema. Posteriormente mudaram-se para Bauru e dali para São Paulo. Permaneceu em Pederneiras somente Jacintho Ghiraldelli, também construtor. Foi responsável pela construção da Santa Casa, Grupo Escolar Anchieta, delegacia de polícia, prefeitura municipal, escolas, pontes, dezenas de residências, com destaque para a Igreja Matriz de São Sebastião. Jacintho Ghiraldelli casou com Rosa Paini e tiveram nove filhos: Arnaldo, Alzira, Álvaro, Adhemar, Alice, Zenaide, Paulo, Sinésio e Nilton Ghiraldelli. Sinésio foi diretor da Escola Técnica de Comércio Anchieta, responsável pela reconstrução do prédio da escola e eleito vereador em 1963.

Carlos Maran, de Pádua, partiu de Gênova em 1889 com destino a São Paulo. Residiu em Jaú e Dois Córregos trabalhando na lavoura, meeiro e proprietário de sítio no bairro de Itatingui. Casou em Jaú com Santa Baldi e tiveram onze filhos: João, Anselmo, Virgilio, Lazaro, Narciso, Tereza, Emilia, Virginia, Maria, Olívia e Julio Maran. Julio Maran manteve por longos anos uma oficina de carpintaria e também Fábrica de Móveis São José, na avenida Paulista.

Carlos Moreto, de Verona, chegou ao Brasil em 1893 fixando residência no bairro Sertãozinho, em Bocaiúva (atual Macatuba). Em 1934 mudou para Pederneiras deixando o filho Paulo administrando a propriedade. Adquiriu terras as margens do rio Tietê e no bairro Duas Passagens. Casou com Paschoa Sagiono, de Verona, e tiveram sete filhos: João, Paulo, Maria, Elisa, Aparecida, Palmira e Antonio Moreto.

Dario Beltramin e mais dois irmãos naturais da região de Vêneto, vieram para as Américas por volta de 1900. Um dos irmãos optou pelos Estados Unidos e o outro pela Argentina. Dario e sua esposa Ângela Turrini, de Ferrara, e os filhos Beatriz, Gaudenzio, Edwiges e Ítalo vieram para o Brasil se fixando em São Manoel onde nasceu Antonio Beltramin (Piolin). Dario era profissional e executava artes em madeira. Em 1923 mudou para Pederneiras e instalou a primeira fábrica de gelo da região. Nos anos seguintes instalou máquinas de beneficiar arroz sob a responsabilidade de Gaudenzio. Beatriz permaneceu solteira. Gaudenzio casou com Maria Fabri e teve os filhos: Dario (que casou-se com Antonia Theodoro e teve os filhos Luiz Carlos e Maria Antonia), Beatriz (casou com Luiz Beltran de Souza e teve os filhos Ivan, Luizinho e Maria Therezinha), Josefina (Nenê - casou com João Torres - Joanico - e teve os filhos Mario Sergio e Silvia Helena), Mario (casou com Maria Aparecida - Russa - e teve os filhos Maria Aparecida, Marli e Mario), Ruthe (casou com Paulo Ribeiro e tiveram os filhos Ana Márcia, Julio, Pedro Paulo, Marcelo e Martha), Lelita (solteira) e Lércio Sidney (Cid - casou Lenice Gomes e tiveram as filhas Ana Betina e Maria Angélica). Edwiges casou com José Canela Filho e teve as filhas: Ana (casou com Eurico Coque e tiveram uma filha, Maria Edvirges) e Odete (casou com Wilson Ruiz Fernandes e teve as filhas Cecília Odete e Carla Inês). Ítalo casou com Francisca (…) Beltramin e teve os filhos: Luizinho e Dario Beltramin. Dario (Ninin) casou com Valda Fernandes e tiveram os filhos Francisco, Ítalo e Angelina. Antonio (Piolin) casou com Joanna Borges e teve os filhos: Carlos (Carlito - casou com Célia Alonso e tiveram os filhos Antonio Carlos, Maria Elisa, Vinícius, Ivan e Marcos), Paulo Paulista (casou com Olinda Manfrin e tiveram os filhos Renato, Ana Paula, Luiz Fernando, Marcel e Cláudia), Antonio de Viterbo (casou com Cleide Frascareli e tiveram os filhos Karina, Giovanni e Tatiana), Renato (casou com Dalva Pontes e tiveram as filhas Amanda, Marina e Mariana) e Ana Maria (casou com Odair Massoca Contatore e tiveram os filhos Ulisses, Fábio, Renata e Carolina).

Davide Erba, sua esposa Maria Bressan e os filhos Alfonso e Emilio, de Verona desembarcaram no Rio de Janeiro. Em 1896 hospedaram-se em São Paulo e algum tempo depois retornaram à Itália. Voltaram ao Brasil em 1906. A família, formada com os filhos Alfonso, Emilio, Roza, Antonio, Brazilia e Augusto, seguiram para a fazenda de Carlos Carneiro Barros, no município de Dois Córregos, onde nasceram Amábile, Ângelo, Natal e Aristides Erba. Mudaram para Pederneiras adquirindo uma fazenda no bairro Pindorama, desenvolvendo lavoura de arroz, feijão, café, algodão, milho, criação de gado de corte e leiteiro, suínos e avicultura para subsistência e para venda. Na década de 1940 venderam a fazenda e se transferiram para a cidade Pederneiras. Destaque para José Caetano Erba, filho de Ângelo Erba e Antonia Svizzero Erba, que se revelou um dos compositores sertanejos mais conhecidos do país com inúmeras músicas gravadas por grande número de duplas e cantores.

David Fabril, de Veneza, chegou ao Brasil em 1896 e em Pederneiras em 1902, adquirindo um alqueire de terra. Com trabalho e dedicação ao longo dos anos, tornou-se proprietário de 50 alqueires no bairro dos Macucos, próximo a Carajás. Casou com Domecilda Thomazi, de Mantova, e tiveram onze filhos: Pierina, Marcos, Carlos, Pedro, Antônio, Angelina, Filomena, José, Máximo, Maria e Alzira Fabril. Todos os filhos homens foram lavradores.

Demetrius De Marco, da Calábria, veio para o Brasil em 1905 e seguiu para Pederneiras, onde montou uma das primeiras oficinas de concertos de calçados e selaria da cidade, na rua do Comércio (rua 9 de Julho). Profissão importante e necessária na época porque os calçados eram todos de couro e todo transporte de mercadorias eram feitas por carroças, e as pessoas por trole, com tração animal. Demetrius casou com Teulália De Calles e tiveram sete filhos: Heitor, Olga, Vicente, Maria Rosa, Francisco, Telma e Américo de Marco (alfaiate e músico).

Dionísio Vicário (Vicário Dionigi) nasceu em 22 de setembro de 1881 em Borgomanero, Província de Novara, região de Piemonte. Chegou ao Brasil no dia 4 de maio de 1895, com os pais Felipe, Maria e seus irmãos Madalena, Giovanni e Maria. Viajaram no vapor América, procedente do porto de Genova, e desembarcaram em Santos. Seguiu para Jaú trabalhar inicialmente nas lavouras de café e algodão e posteriormente em fazendas de Bocaiúva (atual Macatuba). Mudou para Pederneiras onde abriu a Casa Glória, comercializando secos e molhados, ferragens, louças, papelaria e artigos escolares. A primeira loja foi na rua do Comércio (atual Rua 9 de Julho) e depois na rua 15 de Novembro, esquina com a rua 9 de Julho. Casou em 15 de dezembro de 1906 com Maria da Glória Reis, natural da Ilha da Madeira, e tiveram sete filhos: Adélia, Isaíra, Augusto, Emilia, Roberto, Reinaldo e Olintho. Adélia casou com Francisco Moreno e mudaram para São Caetano do Sul, assim como Emilia. Reinaldo faleceu prematuramente. Roberto foi coletor estadual. Olintho foi comerciante. Isaíra casou com Alcebíades Nunes, ferroviário. Augusto foi oficial maior do cartório do 1º. Ofício. Mudou para Bauru onde foi escrivão do cartório do 3º. Ofício daquela Comarca. Dionísio Viccário foi um dos fundadores da Sociedade Italiana de Mutuo Socorso Stela di Itália, que depois se tornou o CRC. Faleceu em 27 de junho de 1969 e sua esposa Maria da Glória faleceu em 15 de junho de 1960.

Domenico Bonatelli, sua esposa Ana Mista, de Acquafredda, Província de Bréscia, chegaram ao Rio de Janeiro em 1885. Seguiram para São Paulo e dali para Bariri, onde instalou olaria. Em Bariri nasceram seus onze filhos: Ângelo, Antonio, Hugo, Washington Luiz, Clemente Luiz, Mario, Heitor, Arnaldo, Amarante, Vitorino e Renato Bonatelli. Ângelo casou em Bariri pela primeira vez com Inês Stefanuto e segunda vez com Helena Araújo e tiveram três filhos: Paulo Domingos, Carlos Eduardo e Maria Helena Bonatelli. Mudou para Pederneiras em 1953 assumindo a gerência do Banco de São Paulo S.A. Paulo Domingos foi técnico em concertos de rádios, empresário da Indústria de Transformadores Ultrasom, fornecedor de cana, presidente do CRC, sócio-fundador do Clube Alvorada, maçon e membro do Lions Clube. Foi vereador de 1969 a 1972 e Presidente da Câmara em 1969/70. Carlos Eduardo foi professor do Instituto Penal Agrícola e Maria Helena foi professora e coordenadora do SESI de 1970 a 1975.

Domingos Albonetti, da Comuna de Marradi, Província de Florença, chegou ao Brasil em 1900. Seguiu para Torrinha e trabalhou na lavoura. Após alguns anos adquiriu um sítio. Por volta de 1934 mudou para o patrimônio de Santa Isabel (atual Vanglória), onde adquiriu o sítio São José junto com seus filhos. Domingos casou com Angelina Gireli e tiveram nove filhos: Natalino, José, Riquinha, Santina, Augusta, Ernesta, Ana, Ema e João Albonetti.

Domingos Sorze, sua esposa Antonia Scalambrim Sorze e a filha Genevra, de Pádua, chegaram ao Brasil em 1895 e seguiram para Bocaiuva (Macatuba), para trabalhar na fazenda Silveira. Após um acidente, o fazendeiro Marco Túlio o designou administrador de sua fazenda. Ali permaneceu por oito anos, mudando depois para a fazenda Ipiranga. Genevra Sorze casou com José Reginato e tiveram nove filhos: Margarida, Irene, Silvio, Vanda, Roberto (conhecido por Jaú), Maria Inês, Maria José, Geraldo e Zenaide Reginato.

Emilio Serotine, sua esposa Domenica Ricci e o filho Bruno, de Arezzo, chegaram ao Brasil em 1903 e seguiram para Pederneiras, para trabalhar na fazenda Ipiranga. Anos depois adquiriu uma chácara na Vila Paulista, onde havia café e pomar. Além de Bruno, Emilio e Domenica tiveram mais sete filhos no Brasil: Renato, Otávio, Conceição, João, Américo, Antonieta e Mauro Serotine. Bruno adquiriu uma fábrica de pisos e cerâmica para produzir telhas paulistas e francesas. Casou com Carmelinda Bordin e tiveram doze filhos. Tendo falecido o primeiro de nome Roberto, adotou para o segundo, o mesmo nome. Sendo seus outros filhos: Ana, Emilia, Germano, Emilio, Luiza, Renato, Helena, Maria, Bruno e Marcondes Serotine (contador e industrial).

Eugênio Maccioca chegou ao Brasil em 1895 e seguiu para Barra Bonita. Depois veio para Pederneiras e trabalhou como lavrador e carroceiro. Junto aos outros colegas, transportou paralelepípedos para o calçamento da cidade em 1928. Foi um dos fundadores da Sociedade Italiana, onde instalou um bar. Eugênio casou com Maria Martini, natural de Ferrara com quem teve nove filhos: Albina, Irene, Paschoal, Antônio, Américo, Eustáchio, Orlando, Iracema e Gilberto Maccioca.

Eugênio Mai, de Verona, chegou em Pederneiras em 1917 se estabelecendo com alfaiataria na rua do Comércio. Casou com Marieta Costandelli, na Itália, e em segunda união com Tereza Lagostera, em Pederneiras. Tiveram sete filhos: Fioravante, Rosa, Caetano, Silvio, Maria Edvirges, Yolanda e Ricieri Mai. Ricieri foi alfaiate com o pai e com Alcides Rosin, exercendo a seguir o cargo de oficial de justiça. Foi um dos fundadores do Primeiro Clube Dançante de Pederneiras em 1924.

Francisco Juliano Nicolielo e sua esposa Josefa De Marco Nicolielo chegaram ao Brasil em 1906. Vieram com seus filhos e permaneceram em Santos por dois anos. Depois mudaram para Pederneiras onde Francisco administrou por muitos anos a fazenda Santo Antonio. Com suas economias adquiriu uma chácara denominando-a Chácara São Francisco, onde criou seus filhos. Francisco e Josefa tiveram oito filhos: Nicola, Roque, Angelina, Josefa, Isaura, Caetano, Francisco e José Nicolielo.

Francisco Pelegrinelli, de Bracca, Província de Bergamo, região da Lombardia, veio para o Brasil em 1898. Residiu em Jaú e mudou para Pederneiras com a esposa Carolina Rota, sua mãe e seus seis filhos. Foi oleiro, ferreiro, carpinteiro, marceneiro e torneiro. Adquiriu propriedade na rua 15 de Novembro, onde instalou empório de secos e molhados e uma fábrica de cerveja e refrigerantes. Servia seus conterrâneos como agente consular da Itália em Pederneiras e representante do Loide Italiano de Navegação, jornais e revistas. Foi um dos fundadores da Sociedade Italiana Stela D’Itália em Pederneiras.

Francisco Pisani e seu sogro Salvador Ladaga, casado com Catarina Manzzo, naturais de Corigliano Calabro, Província de Cosenza, chegaram ao Brasil em 1899 e seguiram para Pederneiras. Instalaram uma selaria na avenida Tiradentes e depois na esquina desta com a rua Municipal (atual rua Siqueira Campos). Quase todos os membros da família sabiam música e Francisco tocava clarineta. Casado com Rosa Ladaga, tiveram cinco filhos: Caetano, Salvador, Alberto, Catarina e Maria Ângela Pisani.

Germano Borin e sua esposa Maria Vechini, de Verona, região de Vêneto, chegaram em 1894. Vieram com filhos, entre eles, Permílio. No Brasil nasceram Antonio, Gregório, Natal, Pasquina e Vitório Borin. Chegaram em Pederneiras em 1896 e se dedicaram à lavoura no bairro do Curtume, em Itatingui. Após algum tempo adquiriram dois sítios e em 1946 se mudaram para a cidade. Permílio assumiu a administração da máquina de beneficiamento de café da Companhia Mercantil de São Paulo até aposentar. Sendo músico, integrou várias bandas da cidade. Casou com Isabel Leão Garcia com quem teve quatorze filhos: Maria, Ana, Antonio, Domingos, Rosa, Sebastião, José, Pedro, Aparecida, Isabel, Alzira, Luiza, Brigita e João Borin Leão.

Giácomo Bertolini, de Udine, região do Friuli-Venezia Giulia, veio para o Brasil em 1890 com a esposa Maria Quaia Bertolini e os filhos Metódio e Norino. Tornou-se empreiteiro de estrada de ferro em Santos e em Jundiaí. Mudou para Pederneiras em 1894 e adquiriu um terreno nas proximidades do Rio Tietê. No local construiu e instalou um empório chamado Porto Carapina. O local era caminho obrigatório de todos os viajantes que atravessavam o rio. Doou a primeira gleba para construção do cemitério municipal. Metódio faleceu solteiro. Norino Bertolini casou em 1929 em Catanduva com Delfina Trazzi e tiveram seis filhos: Maria Amália (casou com Farid Razuk), Almira (casou com Mario Romano), Julio (casou com Yara Mady), Honorina (casou com Luiz Beltran de Souza), Giácomo Metódio (casou com Maria Elena Pereira) e José Ivaldo (casou com Sandra Trevizani). Giácomo Metódio Bertolini foi vereador de 1977 a 1982 e prefeito municipal por dois mandatos, de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996.

Giácomo Cantarim, de ascendentes austríacos, natural de Campolongo Maggiore, Província de Vêneto, veio para o Brasil em 1910. Junto com seus pais Vicente e Mariana Bertoluce Cantarim, seguiram para Pederneiras. Seu primeiro emprego foi auxiliar na construção do Castelo Furlani, sendo responsável pelas árvores da entrada, preservadas até hoje. Instalou comércio de secos e molhados na rua 15 de Novembro. Participava do Partido Democrata e de todos os setores da vida da cidade. Casou com Salvina Presizo com quem teve uma filha, Sabrina. Casou pela segunda vez com Rosa Presizo e tiveram treze filhos: Constantina, Vicente, Laura Elena, Mariana, Olindo, Margarida, Pedro, Décio, Cesarino, Aparecida, Ada, Valter e Rodolpho Cantarim. Vicente Cantarim foi vereador por quatro mandatos consecutivos, de 1964 a 1982. Rodolpho era industriário e comerciante de móveis. Fez parte da diretoria da Conferência de São Vicente de Paulo e da comunidade católica em encontros de casais.

Giovanni Bertotti (João), natural de Povo, Província de Trento, veio para o Brasil com seus irmãos e se estabeleceram em São Paulo. Giovanni seguiu para Bocaina onde casou com Eufrazia Furlani e tiveram oito filhos: Mario, Anna, Alípio, Maria, Lídia, José, Olga e Corina Bertotti. Mudou para Pederneiras com a família onde trabalhou como carroceiro, único meio de transporte de mercadorias, mudanças e afins da época.

Giovanni Scarlassara partiu da Itália em 1876 com destino ao Brasil e se fixou em Jaú onde foi carroceiro. Mudou para Pederneiras em 1905 exercendo a mesma profissão. Casou-se com Julia Serigato, viúva com dois filhos (Primo e Rosa). Giovanni e Julia tiveram seis filhos: Atílio, Pedro, Augusto, Aida, Onorato e Irene Scarlassara.

Giuseppe Artioli, sua esposa Maria Tereza Trida e os filhos Amadeu, Emma e Ermínio Andréa, de Castel d’Ario, Província de Mantua, chegaram ao Rio de Janeiro em 1888. Amadeu adquiriu fazenda em Bocaiúva (Macatuba), casou com Joana Luchi e tiveram dez filhos, entre eles Ovídio Artioli. Ovídio casou com Cristina Manfio e seu filho Nelson Artioli residiu em Pederneiras nos anos de 1960 onde gerenciou a Cerâmica Massad e foi comissário de menores. Nelson participou da Força Expedicionária Brasileira, servindo na Itália na durante a Segunda Guerra Mundial. Erminio Andréa recebeu do pai as terras onde formou a fazenda São João dos Patos, com plantação de café, arroz, feijão, milho, criação de gado e avicultura para subsistência e venda. Casou com Celestina Consolato e dentre seus doze filhos, fixaram-se em Pederneiras José (casado com Fortunata Zuntini), Redomonte (casado com Yolanda Malavazi), Silvio (casado pela primeira vez com Ana Jacomina Alboneti e segunda vez com Zelinda Maganha) e Zulmira (casada com Oswaldo Daré).

Giuseppe Moi, de San Giorgio di Mantova, veio para o Brasil com a esposa Primitiva Cervi e as filhas Madalena e Rina Moi. Seguiram para Pederneiras a convite de Virginia Cervi Furlani (irmã de Primitiva) para trabalhar na lavoura e em um moinho de fubá instalado no Castelo Furlani. Trabalharam também com avicultura na produção e venda de ovos. Giuseppe e Primitiva tiveram mais três filhos em Pederneiras: Zilda, Elza e Sérgio Moi.

O casal Giuseppe Schiavonni e Lucia Socal, naturais de Treviso, Província de Veneto, embarcaram no navio Bourgone chegando ao Brasil em fevereiro de 1888 com os filhos Virginio e Albino. Dois de seus filhos faleceram na travessia devido à situação precária da embarcação. Após cumprirem quarentena em uma hospedaria em São Paulo, seguiram para Campestre, na região de Piracicaba, para trabalhar no cultivo de café. Não se adaptando aos costumes brasileiros, resolveram tentar nova vida na Argentina onde encontraram dificuldades ainda maiores do que as encontradas no Brasil. Após três anos, retornaram à Piracicaba onde a família cresceu e já com oito filhos adquiriram uma fazenda. Virginio Schiavon casou em 1906 com Rosa Manuceli. Com o falecimento de Giuseppe em 1930, Lucia foi morar com Virginio que com o tempo vendeu sua parte para o irmão Albino. Em 1946, Virginio já residindo em Pederneiras, adquire o sítio Cachoeirinha, onde residiu com a mãe e os filhos João e Américo, ficando em Piracicaba seu filho Mario que mais tarde também se mudou para Pederneiras casando em 1949 com Vicentina Borim. Virginio comprou novas terras próximas à cidade, conhecida como Chácara Aguinha, e que posteriormente tornou-se a Vila Schiavon, onde construiu duas casas, sendo uma para o filho José e sua família vindos de Piracicaba. Em 1954, Virginio faz o loteamento de uma parte da chácara. Em 1956 inauguraram a Torrefação Vista Alegre enquanto dedicavam-se também a construção de um açougue e transporte de cana. Nos loteamentos realizados pela família foram doados para a cidade vários terrenos, entre eles, onde se localiza a Casa da Solidariedade e o antigo prédio do Tiro de Guerra.

Gregório Arena, da Calábria, participou das forças italianas em 1911 em Trípoli, Líbia, onde foi ferido. Em 1915 veio para o Brasil e seguiu para Pederneiras onde instalou carpintaria e marcenaria na rua 15 de Novembro. Casou com Maria Arena e tiveram quatro filhos: Faustino, Aurora, (…), e Luiz Arena.

Guilherme Fornazari, da Província de Nápoles, chegou ao Brasil em 1878 e foi direto para a povoação de Pederneiras (esta ainda se chamava Graminha). Após anos de trabalho em olaria, instalou sua própria, permanecendo no ramo a vida toda. Guilherme Fornazari casou-se em 1881 com Eugenia Zuim, italiana de Nápoles e tiveram dez filhos: João, Natal, Fioravante, Francisco, Rosa, Angelina, Olga, Iolanda, Elvira e Celestina Fornazari.

Hermínio Paine chegou em 1890 e seguiu para Jaú, trabalhar em fazenda de café. Ainda no navio conheceu Tereza Zampieri que o acompanhou até Jaú no mesmo serviço. Casaram em 1900 e tiveram doze filhos: Rosa, Joana, Virginia, Iracema, Olinda, Olga, Ermínia, Prima, Silvio, Primo, Antonio e Emilio Francisco Paine. Antonio instalou sapataria na avenida Tiradentes. Francisco abriu uma oficina de concertos de calçados na rua Rodrigues Alves. Eram músicos e por mais de quarenta anos formaram grupo de Jazz, conjuntos, orquestras e bandas que animaram festas, quermesses, bailes, programas na Rádio Cultura, desfiles cívicos e retretas.

Isaias Alburghetti, sua esposa Emilia Albergoni Alburghetti e seus filhos João, Joana, Ernesta e Pedro chegaram ao Brasil em 1896. Em 1906 se fixaram em Pederneiras onde tiveram mais três filhos: Santina, Francisco e Maximiliano (Nenê) Alburghetti. Emilia foi parteira numa época em que a profissão fazia parte do cotidiano, ajudando as futuras mamães a trazer seus filhos ao mundo.

Jacinto Bellissimo, da Calábria, chegou ao Brasil em 1906 se estabelecendo no município. Trabalhava durante o dia na lavoura de café e a noite mascateava, vendendo frango, cabrito e peças de armarinho. Com as economias, adquiriu um bar no distrito de Água Limpa (Santelmo), tornando-se um dos maiores criadores de gado da região. Casou pela primeira vez com Olga Dolores Aguilar em 1912 e pela segunda vez com Maria Guerino em 1958. Teve dez filhos: Paschoalina, Miguel, José, Giácomo, Antonio, Francisco, Marina, Manoel, Artilha e Mario Bellissimo.

João Batista Guermandi, de Crevalcore, Província de Bolonha, veio para o Brasil em 1896 em companhia do avô e dos pais Fortunato e Tereza Pedercini onde se dedicaram à lavoura de café. Em 1910 se fixou no distrito de Água Limpa onde adquiriu terras para cafeicultura e criação de gado além do cultivo de arroz, feijão para subsistência. João Batista casou em Jaú com Ida Bonetti e tiveram doze filhos: Duvilio, Silvio, Imeldi, Zelindo, Agenor, Gumercindo, Terezinha, Irineu, Odilo, Dionísio, Domingos e Odete Guermandi.

João Momesso chegou ao Brasil em 1890 e seguiu para Barra Bonita, trabalhar na lavoura. No início do século XX mudou para Pederneiras onde adquiriu terras para cultivo de café e mamona. Casou com Angelina Maria Alves e tiveram sete filhos: Otávio, Joaquim, Madalena, Antonio, Francisca, Paulo e Ana Momesso.

João Tozzi, da Província de Verona, chegou ao Brasil em 1897 para trabalhar na lavoura de café. Por volta de 1920 mudou para Pederneiras dedicando-se ao mesmo serviço. Casou com Cristina Gonçalves e tiveram sete filhos: Pedro, Francisco, José, Laurindo, Aparecida, Genor e Maria Tozzi.

José Bessi, sua esposa Santina Bessi e os filhos José, Eugenio e Luiz, naturais de Lenharo, Província de Pádua, chegaram ao Brasil em 1891 e seguiram para Piracicaba, trabalhar na Usina Engenho Central. Eugenio casou com Maria Casarim em Charqueada e tiveram nove filhos: Antonio, Virgílio, Paulo, José, Adélia, Luiza, Santina, Celeste e Maria Aparecida. Com o falecimento de Eugenio, Maria Casarim Bessi mudou para Pederneiras em 1962 com os filhos José Bessi Sobrinho, Antonio, Virgílio, Paulo e Adélia. Adquiriram a fazenda Jardim São José onde plantaram cana-de-açúcar, fornecendo sua produção para a Usina Diamante. Tempos depois adquiriram os sítios Barreiro e Varais, também para a lavoura de cana, fornecendo para a Usina São José.

José Comegno, de Roma, era construtor e veio para o Brasil por volta de 1894. Seguiu para São Manoel onde trabalhou na construção de casas para a família de Ademar de Barros (político). Nessa grande empreitada, chamou seu cunhado Antonio Minguili que residia em Roma. Deixando a construção civil, mudou para Jaú onde instalou máquina de beneficiamento de café, moinho de fubá e fábrica de gelo. Por volta de 1925 mudou para Pederneiras com o sobrinho Vicente Juliano Minguili e instalaram uma máquina de beneficiamento de arroz e café na rua 15 de Novembro. Participou da fundação da Empresa de Força e Luz Pederneiras, sendo o responsável pela construção da barragem do rio Bauru. Por volta de 1940 mudou para Londrina, retornando a Pederneiras em 1946. Casou na Itália com Justina Beltramini.

José Magnani, sua esposa Virginia Bodra e seu filho Felizberto José, naturais de Mantova, chegaram ao Brasil em 1896 seguiram para Juiz de Fora. Transferiram-se para o interior de São Paulo trabalhando em olarias em Jaú, Bariri, São Carlos e Bocaina. Em 1935 Felizberto veio para Pederneiras a convite de José Sabag para trabalhar em sua olaria, da qual se tornou proprietário. Felizberto casou com Olinda Perondi, também de Mantova, e tiveram dezesseis filhos: Gino, Ermelinda, José, Irene, Pedro, Riccieri, Guido, Ema, Oswaldo, Irene Maria, Inês, Dirde, Virgínia, Iracema, Orlando e Adelino Magnani. Fabricavam telhas francesas, tijolose e ladrilhos que eram exportados pela ferrovia para países da América do Sul.

José Mascaro, da Calábria, chegou em 1893 e seguiu para Rincão onde instalou açougue. Casou em 1895 com Ernesta Tiozi, de Veneza e tiveram nove filhos: Filodéia, Maria, Ângelo, Tomaz, Marcelo, Ricieri, Emilio, Vitória e Vicente Mascaro, sendo que os quatro últimos residiram em Pederneiras. Vicente foi músico, alfaiate, hoteleiro e funcionário público municipal. Casou com Beatriz Possetti e tiveram cinco filhos: Cecília, José, Dirce, Zilda e Cid Mascaro.

José Tonini, de Treviso, veio para o Brasil em 1924 e dirigiu-se para a fazenda de Ribeiro de Barros. Por volta de 1928, já em Pederneiras, associou-se ao Barão Arquiles Gotskoff, alemão que mantinha um estúdio fotográfico na rua Coronel Coimbra. Em 1929 tornou-se fotógrafo ambulante e em seguida arrendou o estúdio de Artemio Mordacchini. Instalou seu próprio estúdio na rua Siqueira Campos onde permaneceu até 1973. Casou com Maria Munhoz e tiveram quatro filhas: Maria Aparecida, Iracema Piedade, Shirlei Esmeralda e Jacira Piedade Tonini.

Luiz Spoliante, de Bolonha, chegou ao Brasil em 1882 e seguiu para Barra Bonita para trabalhar na lavoura de café. Passou por Pederneiras em 1908 como vendedor de sementes e gostou da cidade. Mudou para Pederneiras e instalou armazém de secos e molhados nos altos da avenida Tiradentes. Casou em Mineiros do Tietê com Albina Barzão e tiveram cinco filhos: Augusto, Maria, José Alves, Terezinha e Orlando Spoliante. Orlando Spoliante foi vereador por quatro mandatos consecutivos, de 1952 a 1968.

Luiz Grigoletto, de Verona, chegou em 1896 e seguiu para Pederneiras. Foi administrador de fazendas, pintor, pedreiro, eletricista, e várias profissões. Casou em Jaú com Virginia Fabre e tiveram nove filhos: Benedito, Antonio, Felício, Vitório, Maria, Ana Regina, Judite, Terezinha e Regina Grigoletto.

Marcelo Dario, de San Dona di Piave, Província de Veneza, chegou ao Brasil em 1891 e em Pederneiras em 1910. Exerceu atividades industriais e agrícolas com serralheria, cervejaria, comercialização de carvão e cultura de café. Casou com Marcela Cestari em Dois Córregos e tiveram nove filhos: Julio Antonio, João, Adelina, Décio, José, Alfredo, Ninfa, Roberto e Silvio Maria Dario. Silvio Maria Dario tornou-se sacerdote em 1944, na cidade de Botucatu, e foi nomeado bispo em 1965, assumindo a diocese de Itapeva em 1968, recém-criada pelo Papa Paulo VI. Faleceu em São Paulo em 1º de Maio de 1974.

Miguel Stancari e Adelina Ferraz casaram em Mantova. Vieram para o Brasil e seguiram para Iguatemi, Barra Bonita e Pederneiras, sempre para trabalhar na lavoura. Em 1907 comprou o primeiro sítio para plantação de café e milho. Miguel e Adelina Ferraz Stancari tiveram nove filhos: Carolina, Maria, Alzira, Pirina, Marina, Pedro, Ângelo, Nora e Aparecida Stancari.

Natal Garbin, sua esposa Joana Massucatto e seus filhos Luiz, José, João, Rosa e Josefina saíram de Pádua e chegaram ao Brasil em 1882. Seguiram para Ribeirão Preto para trabalhar em fazenda de café. Com suas economias, mudaram para Pederneiras em 1890 adquirindo um sítio no bairro do Barreiro, onde plantaram 55 mil pés de café e toda a família trabalhava. Luiz casou com Josefina Cantori e tiveram três filhos: Geraldo Luiz, Anselmo e Albano Garbin. Rosa casou com Natal Fabbri. Natal Garbin foi um dos fundadores da Sociedade Italiana de Pederneiras.

Natal Fabbri, saiu de Ferrara, capital da Província, em 1886 com os irmãos Guilherme, Modesto, Modesta e seu esposo Antonio Martini e também os filhos. Seguiram para Igaraçu. Por volta de 1918, Natal mudou para Pederneiras onde trabalhou como pedreiro, roceiro, carroceiro, quitandeiro e ferroviário. Participou do batalhão de guarda da cidade, chamados de “bate paus”. Natal casou com Rosa Garbin, de Pádua, e tiveram quatro filhos: Disolina, Arnalda, Pia e Fioravante Fabbri, que foi lavrador, oleiro, carroceiro e fotógrafo. Também formou-se em odontologia, pertenceu à diretoria da Sociedade Italiana, participou da conquista do ginásio e em 1936 assumiu a direção do semanário O Comércio de Pederneiras. Em 1954 reeditou A Voz de Pederneiras, título substituído para A Voz da Comarca em 1958, passando a ser A Notícia.

O casal Nazareno e Nazarena Balestri e seu filho Olívio vieram para o Brasil seguiram para Caçapava e trabalharam na lavoura. Ali nasceu seu filho brasileiro, Américo. Mudaram para Brotas onde Américo se casou com Angelina Terini e com quem teve sete filhos: Maria Santina, José, Olga, Humberto, Antonio, Aparecido e Elói Francisco Balestri. Nazareno e família se transferiu para Pederneiras fixando-se em Ribeirão Grande, plantaram café, como meeiro, com a família Campanha, tendo também o ofício de oleiro. Adquiriu um sítio no bairro do Saltinho, onde plantaram algodão, milho, arroz, feijão e formaram pomar e horta com pequena criação de gado leiteiro. Serviam de toda a produção para subsistência da família. Olívio Balestri formou-se em odontologia e fixou residência em Campinas. Américo Balestri casou pela segunda vez com Amália Pelegrina e tiveram nove filhos: Zenaide, Dionísio, Lídia, Leonilda, Valdomiro, Dirce, Pedro, Paula e Helena Balestri.

Sante Frascarelli e sua esposa Domenica Italiani, de San Severino Marche, Província de Macerata, chegaram ao Brasil em 1896. Vieram com os filhos Maria, Palmira, Pacifico, Constantino, Severino e Nicola Frascarelli. Seguiram para a região de Mineiros do Tietê e Banharão, para trabalhar na lavoura de café. Em 1906 mudaram para Pederneiras onde adquiriram um sítio no bairro dos Barreiros, produzindo arroz, feijão, café e mamona. Instalaram também um moinho de fubá e olaria. Constantino casou com Beatriz Farinelli e tiveram oito filhos: Marino, Armando, Erasmo, Fanil, Fantina, Zola, Ília e Ada. Severino casou com Caetana Reghini e tiveram doze filhos: Maria, José, Roberto, Palmira, Jacomina, Amélia, Adolfo, Idalina, Delfina, Guido, Adelmo e Adelino Frascarelli. Nicola casou com Maria Piva, de Vicenza, com quem teve treze filhos: Henriqueta, Irene, Aurélio, João, Natalina, Elvira, Domingos, Herminia, Adelina, Arnaldo, Duílio, Hilda e Dionísio Frascarelli. Nicola foi sócio-fundador da Sociedade Italiana de Pederneiras que foi extinta em 1932, tornando-se o Clube Recreativo Comercial.

Pedro Copedê nasceu em Vila Minozzo, Reggio Emilia, região de Emilia Romanha, e veio para o Brasil em 1894. Seguiu para Pederneiras por volta de 1898. Iniciou seu trabalho com carro de boi e transportava madeira para as serrarias. Em 1908 instalou uma serraria e em 1920 construiu a Olaria Copedê. Foi proprietário de terras a leste da cidade e doou terreno para a Companhia Paulista, para a instalação da subestação de energia elétrica. Pedro casou em Jaú com Luiza Schmitt, e tiveram seis filhos: Leonildo, Orestes, Helena, Carlos, Roberto e Alexandre Copedê. Alexandre foi vereador por quatro mandatos consecutivos na câmara municipal (de 1964 a 1982).

Pedro Mussi, sua esposa Joana Zanoni e seus filhos, naturais de Veneza, chegaram ao Brasil em 1894 e seguiram para Minas Gerais. Em 1898 mudaram-se para Pederneiras e depois transferiram residência para Dois Córregos. Nessa cidade, sua filha Tereza conheceu Silvestre Stabile e se casaram. Após seis anos, por volta de 1919, mudaram para Pederneiras.

Pompeu Pompei veio para o Brasil em 1878 com a família Bonifeti. Residiram em Jaú e Barra Bonita. Casou com Maria Bonifeti e após seu primeiro filho Mario completar um ano, voltaram para a Itália. Retornaram para o Brasil em 1914 e seguiram para Pederneiras, onde trabalhou como oleiro. Aqui teve mais seis filhos: Zica, Letícia, Rosa, Inês, Margarida e João Pompei. Permaneceram em Pederneiras João, ferroviário, e Mario, que em 1920, instalou a Oficina Pompei (indústria de carroças e carrocerias para caminhões). Em 1962 a oficina foi assumida pelos filhos Geraldo e Duílio que a mantiveram até 1972.

Roque Tamanini veio para o Brasil com os pais em 1868 e seguiu para Jaú onde trabalhou como carpinteiro. Casou com Amália Schiavon e tiveram sete filhos: Onorina, Angelina, Rodolfo, Lívio, Maria, Alcidonio e Victorino Tamanini. Victorino se fixou em Pederneiras em 1941 onde instalou carpintaria para fabricação de carroças, charretes e carrocerias para caminhões. Participou do Aero Clube, sendo o primeiro aluno de pilotagem. Casou com Olga Bertoldi e teve dois filhos: Sonia Margarida e Celso Roberto Tamanini.

Santo Bigelli (Bigelli Santi), de Senigallia, Província de Ancona, foi pedreiro e trabalhou na Basílica de São Pedro, em Roma. Partiu da Itália com destino ao Brasil em 1891. Chegou em Pederneiras quando a localidade tinha a denominação de Vila São Sebastião da Alegria e logo foi criado o município. Assumiu sua profissão, participando da construção do Grupo Escolar, do Central Cinema e dezenas de casas na cidade. Foi um dos fundadores da Sociedade Italiana. Casou com Ignes Galhardo, espanhola que conheceu no navio que o trazia ao Brasil, e tiveram sete filhos: Olinda, Adelina, Olímpio, Antonio, Alexandre, Olívio e Pedro Bigeli. Os filhos foram construtores. Pedro instalou indústria de pisos hidráulicos, granilita, artefatos de cimento e comércio de materiais de construção.

Secondiano Piccolo, de Údine, região de Friul-Veneza Júlia, chegou ao Brasil em 1910 e seguiu para Pederneiras. Era profissional funileiro e encanador. Trabalhou na construção do Castelo Furlani e da Igreja Matriz de São Sebastião. Instalou o Bar do Piccolo, que depois foi substituído, em 1945, por uma banca de revistas e jornais. Ficava localizado na rua Siqueira Campos, na praça da igreja matriz. Foi secretário e conselheiro da Sociedade Italiana e confrade da Conferência de São Vicente de Paulo. Secondiano Piccolo casou com Rosa de Agostini e tiveram quatro filhos: Sergio, Iva Lydia, Zilda e Antonio Piccolo. Antonio foi contabilista e professor da Escola Técnica de Comércio Anchieta.

Vitório Minetto, sua esposa Celeste Doreto e o filho Ângelo, naturais de Veneza, chegaram ao Brasil por volta de 1890 e seguiram para Dois Córregos, para a fazenda Matão e trabalhar na lavoura. Em 1917 mudou para o patrimônio de Santa Isabel (atual Vangloria), no ano em que a povoação surgia. Cultivou 12 mil pés de café na fazenda Artioli, de João Telles. Adquiriu um sítio onde plantou café, arroz, feijão, milho entre outros. Vitório e Celeste tiveram mais oito filhos: Basílio Artur, Alberto, Antonia, Carolina Rosa, Angelina, Maria Ana e Vitalina Minetto.

Família Furlani

Leonardo Furlani, sua esposa Maria Merz Bonvecchio Delavitz e a filha Erminda, naturais de Povo, Província de Trento (na época sob o domínio do Império Austro Húngaro), vieram para o Brasil por volta de 1896 pelo chamado do filho Amadeu que estava em Vitória, Estado do Espírito Santo. O casal Leonardo e Maria Merz tinham nove filhos: Fausto, Maria, Amadeu, Eufrásia, Giovani Batista Mario, Erminda, Albino, Valério e Amélia. Albino e Valério retornaram à Áustria, com o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, decidem voltar, mas foram impedidos e Valério foi convocado.

Amadeu veio para o Brasil trabalhar na construção de estradas de ferro no Espírito Santo. Tempos depois houve um surto de febre amarela e muitos operários resolveram seguir para o Rio de Janeiro. De lá, seguiram para São Paulo e dali para Jaú, tendo Amadeu e mais três pessoas visitado Pederneiras em 1896 a fim de conhecerem o lugar. Daqui foram para São João da Bocaina, onde construiu prédio para máquina de beneficiamento de café. Em 1897 construiu a captação de água de Jaú. Foi pintor, decorador, construtor e topógrafo. Em 1901 Amadeu foi trabalhar na construção da primeira ponte da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e fixou residência em Pederneiras. Foi fiscal na construção do ramal férreo de Agudos, construindo vários prédios naquela cidade. Construiu de empreita casas dos operários da Estrada de Ferro Noroeste e foi engenheiro fiscal do ramal de Pederneiras a Bauru. Projetou escolas, pontes, estradas, fez medições de terras e alinhamento para calçamento da cidade. Em 1913 inicia, junto ao pai e irmãos, a construção do Castelo. Amadeu casou em 1909 com Arpalice Canato e tiveram onze filhos: Leonardo Ocean, Maria Luiza, Nortpool, Olga Amábile, Emílio Gemometric, Nair Leonor, Deolinda Vina, Hilton Hélio, Roberto Éter, Odette Therezinha e Wilma Inês.

Fausto Furlani chegou no Brasil em 1897 e seguiu para São Paulo e de lá para Jaú onde Luiz Scartezini e Domingos Boscheti o contrataram para construções na fazenda Bananal, em São João da Bocaina e em Bariri. Em 1901, o advogado Antonio de Almeida Cintra, de Jaú, o encaminhou para terminar a divisão judicial da fazenda Macaco em Pederneiras, sob a direção de Arthur de Melo C. Bastos. Em 1903 adquiriu um terreno e construiu sua residência instalando o primeiro telefone particular da cidade. Fez o levantamento de linhas telefônicas entre Jaú e Bocaina, Jaú e Bariri e de Jaú a Pederneiras. Fez curso de língua portuguesa para poder receber títulos profissionais, diplomando-se engenheiro geógrafo em 1913, pela Escola de Engenharia do Rio de Janeiro. Em 1913, junto com o pai e os irmãos, iniciam a construção do Castelo Furlani. Adquiriu a fazenda Cachoeira e com a existência de pedra diábase, iniciou a exploração de uma pedreira. Para essa finalidade construiu, em 1924, um ramal ferroviário através da Estação de Itatingui, abastecendo a Estrada de Ferro Noroeste. Em 1925, por insistência de amigos e lideranças políticas, aceitou candidatar-se a vereador. Foi eleito e tomou posse em Janeiro de 1926, sendo nomeado prefeito. A cidade necessitava de obras essenciais mas não havia verbas suficientes. Assim mesmo iniciou o calçamento das ruas, reforma do prédio da Câmara, rede de água e esgoto, manutenção de estradas, pontes e mata-burros. Alegando irregularidades em sua nomeação, seus opositores conseguiram seu afastamento em junho de 1926. Apelou à Justiça que lhe deu ganho de causa reassumindo em fevereiro de 1928 e imediatamente reiniciando as obras de calçamento da avenida Tiradentes. Para sua satisfação, após anos de tentativas das autoridades, em sua gestão e com sua colaboração foi instalada a Comarca de Pederneiras, o que aconteceu em 26 de Abril de 1928. Requereu e conseguiu da Companhia Paulista a abertura de uma passagem inferior na avenida Tiradentes, mas com o término do mandato não pode realizá-la. Sua esposa Virginia Furlani foi a primeira mulher eleita vereadora no município, exercendo o cargo de 1952 a 1955. Fausto Furlani casou-se em 20 de Outubro de 1900 com Virginia Cervi e não teve filhos. Adotou seu sobrinho Marino, filho de seu irmão Giovani Batista Mario e Carolina Molan, que faleceu repentinamente, deixando o filho com um ano e oito meses.

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