Imigrantes
Os imigrantes árabes em Pederneiras
Libaneses e sírios estabelecidos em Pederneiras a partir de 1887, em sua maioria naturais de Jdeidet Marjayoun, que se dedicaram principalmente ao comércio local.
Os imigrantes árabes começaram a se estabelecer em Pederneiras a partir de 1887. Eram, em sua maioria, libaneses naturais de Jdeidet Marjayoun — a Marjaium citada em muitas das histórias abaixo. Quase todos os que fixaram moradia na cidade se dedicaram ao comércio local.
Os libaneses
Abrão José Nachef, natural de Maghdouche, chegou ao Brasil em 1927 com o filho Samy. Instalou uma loja de tecidos e armarinhos, secos e molhados na avenida Paulista, esquina com a rua 9 de Julho (antiga rua Washington Luiz). Em 1938 chegou sua esposa Maria com o filho Michel e em Pederneiras nasceu Naje. Tempo depois Samy Nachef transferiu a loja para a rua Prudente de Moraes, encerrando suas atividades em 1959. Foi professor de inglês na Escola Técnica de Comércio Anchieta. Samy casou em 26 de Julho de 1938 com Georgina de Oliveira e tiveram três filhos: Omar, Samy e Suzana Nachef.
Adib Abussamra Neme, natural de Marjaium, chegou em 1910 iniciando comércio de cereais. Em 1932 mudou-se para Piratininga e retornou para Pederneiras em 1935 quando instalou máquina de beneficiamento de arroz, café, algodão e milho. Foi proprietário de fazenda e sítios. Adquiriu uma fábrica de macarrão mantendo-a por alguns anos. Adib casou com Olívia Cury e tiveram oito filhos: Norberto, Yone, Humberto, Ivani, Adalberto, Maria Ivete, Adib e Gilberto A. Neme.
Adib Rachid Razuk, natural de Marjaium, chegou em 1924, com seu irmão Toufik, trabalhar na loja de Hassib Razuk. Em 1927 se estabeleceu com os irmãos Kataz e Toufik na praça da igreja matriz, com a Casa dos Três Irmãos. Em 1929, com a chegada do irmão Aniz, instalou a firma “Adib Razuk & Irmão”, comercializando tecidos e armarinhos. Em 1951 mudou-se para Urupês e tempos depois para a cidade de Santo André. Adib Rachid Razuk casou com Helena Agi e tiveram dois filhos: Ricardo e Vivian, formados em Direito.
Adib Suaiden, de Marjaium, chegou em 1905, fixando moradia em Pirajuí com uma fazenda de café. Casou-se em Bauru em 1921 com Naima Mady e tiveram oito filhos: Semi, William, Feez, Camel, Fuad, Neida, Naze e Suad. Residiu também em Pirajuí e em Bauru, onde instalou o Empório Amazonas e em Gália, onde foi proprietário da rádio Marabá Paulista. Mudou para Pederneiras onde adquiriu a Loja do Povo, de Elias Cury, que ficava localizada na avenida Tiradentes, mantendo-a em funcionamento até 1967.
Adib Thomas Razuk, de Marjaium, chegou em 1902 e fixou moradia na localidade de Quilombo, bairro rural próximo a Iacanga. Pouco tempo depois mudou para Pederneiras e se associou com os irmãos Francisco e Miguel na Casa Estrela do Oriente, que ficava localizada na rua Coronel Coimbra. Depois transferiu a loja para a rua 9 de Julho (antiga Washington Luiz), esquina com a rua Coronel Coimbra, vendendo tecidos, armarinhos, secos e molhados e utensílios domésticos e para lavoura. Em 1928 foi ao Líbano onde casou com Marie Khoury voltando em 1930. Em 1940 se tornou único proprietário da Casa Estrelado Oriente, substituindo o nome para Casa Vermelha até 1970. Adib Thomas Razuk e Marie Khoury Razuk tiveram cinco filhos: Norma, Jorge, Álvaro, Emil Adib (Deputado Estadual de 1975 a 1979) e Sergius Razuk.
Agia Cheker Razuk e seus filhos Chafik, Radi, Ramez e Ramizia, de Marjaium, chegaram entre 1919 e 1926. Radi estabeleceu comércio de tecidos e armarinhos na avenida Tiradentes. Casou com Daroga Ayub e teve uma filha: Célia Razuk. Ramez e Chafik compraram a Casa Primavera de Ângelo Razuk. Esta loja ficava na avenida Tiradentes e depois foi transferida para a praça da igreja matriz, onde foi construído um sobrado. Nesse local se estabeleceu a Casa Oriental, que se dedicou ao ramo de tecidos importados, roupas de cama, mesa e banho, armarinhos. Ramez Razuk casou com Lídia Mussi e tiveram dois filhos: Leila, professora, e Omar, bancário. Chafik Cheker Razuk casou com Juli Razuk.
Amadeu Salim Aly, de Marjaium, chegou em Pederneiras em 1930 e iniciou sua vida profissional como mascate. Em seguida trabalhou na firma de “Adib Razuk & Irmãos”. Abriu um bar na rua Coronel Coimbra e logo após mudou para Vanglória, onde instalou um armazém de secos e molhados de denominação Santa Izabel. Lá também criou suínos e plantou arroz, feijão, milho e algodão. Com a instalação da Usina São José (Macatuba), se tornou representante comercial de açúcar. Em 1956 adquiriu a Fazenda Santa Helena com plantação de café, milho, cana e criação de gado leiteiro e suíno. Amadeu Salim Aly casou com Alzira de Oliveira Barbosa e tiveram três filhos: Sueli, Suel e Amadeu.
Ângelo Elias Razuk, de Marjaium, foi o pioneiro a vir para Pederneiras em 1887, seguido pelos irmãos Taufik, Wadih, Sad e Jamil Elias Razuk. Em 1895 instalou a Casa Primavera na avenida Tiradentes e a manteve até por volta de 1927, quando a vendeu para Chafik Razuk. Foi proprietário da fazenda dos Patos e da fazenda Santa Maria, parceiro com os irmãos na produção de café. Ângelo Elias Razuk casou com Georgina Barreto e tiveram nove filhos: Adib, Labib, Mahid, Maria, Alice, Myrian, Diva, Elias Ângelo e Reinaldo Razuk.
Aniz Rachid Razuk, natural de Marjaium, chegou em 1929 e associou-se aos irmãos Toufik e Adib. Em 1931 adquiriu o Bar Paulista, na praça da igreja matriz e o renomeou de Bar Sírio. No final dos anos 1950, Aniz vendeu o bar e o transformou em um restaurante na avenida Tiradentes. Este estabelecimento fazia parte da sociedade em uma mercearia, no início denominada Califórnia, e depois, supermercado São Jorge, o primeiro da cidade e permanecendo até 1973. Em 1980 instalou nova mercearia na avenida Paulista, denominado Mercadinho Nº 1. Aniz Rachid Razuk casou em 29 de setembro de 1948 com Odete Simão (Clér) e tiveram três filhos: Paulo César, doutor em engenharia mecânica, professor da Unesp de Bauru, onde foi vice-reitor, Vera Lúcia, funcionária pública municipal e Luiz Fernando, bancário e comerciante.
Assef Neme, de Marjaium, chegou a Pederneiras em 1911 e iniciou seus trabalhos como mascate. Em 1936 se estabeleceu na avenida Tiradentes inaugurando a Casa Botafogo, no ramo de secos e molhados e tecidos, com seu irmão Abdelmassi Neme. Em 1940 instalou a Casa Santa Helena, na esquina do cruzamento das ruas 9 de Julho e 15 de Novembro, continuando no mesmo ramo, junto ao seu filho Amilton Neme, permanecendo até 1977. Assef Neme casou com Odete Ayub em 26 de janeiro de 1939 e tiveram quatro filhos: Marlene, Marli Odete, Jorge e Amilton Neme que foi vereador por três mandatos consecutivos (de 1973 a 1988), sendo presidente da Câmara no biênio 1981/82.
Camilo Razuk, de Marjaium, chegou em 1901 e associou-se ao irmão José, na Casa Central. Comercializavam tecidos, armarinhos e secos e molhados, na avenida Tiradentes, esquina com a rua do Comércio (atual rua 9 de Julho). Camilo e José Razuk foram proprietários das fazendas São Pedro, São José e Barra dos Patos, com produção de café para exportação. Tiveram também a Cerâmica Razuk, adquirida em 1927 e que por muitos anos produziu telhas e tijolos de qualidade que eram vendidos para quase todos os estados vizinhos e para a Bolívia. Até hoje o piso da calçada em frente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Educação são tijolos de José Razuk & Irmão. Camilo Razuk casou com Adiba Razuk e tiveram sete filhos: Julie, Aziz, Victor, Michel, Munir, Mona e Jeanete Razuk.
Carlos Razuk, de Marjaium, chegou em 1920 e foi residir em Guaianás, distrito de Pederneiras. Em 1940 se mudou para Pederneiras instalando a Loja Síria, na rua 15 de Novembro, vendendo secos e molhados, tecidos, chapéus, calçados, bebidas e outros. Carlos Razuk casou com Tameme Neme e tiveram sete filhos: Choi, Camel, Anis Carlos, Foze, Florinda, Armando e Jorge Carlos (vereador de 1977 a 1982 e presidente da Câmara Municipal no biênio 1979/80).
Cesário Rached, de Marjaium, chegou em 1905 com a esposa Menehie Rached e seguiu Itapetininga onde nasceram seus filhos Emilio e Agia Rached. Residiu também em Três Lagoas e Birigui até 1932 quando se mudou para Água Limpa (hoje distrito de Santelmo). Neste local, com os filhos, instalou uma loja de tecidos e armarinhos. Em 1951 se transferiu para Pederneiras adquirindo a Casa Mady, no cruzamento da avenida Tiradentes com a rua 9 de Julho. Tempos depois assumiu a direção da loje seu filho Emilio Rached.
Elias Cury chegou a Pederneiras em 1918 e construiu um prédio na avenida Tiradentes. Instalou nesse local a Loja do Povo, com grande variedade de mercadorias, entre as quais tecidos, armarinhos, chapéus, perfumaria, ferragens, louças, secos e molhados. Em 1952 vendou o estabelecimento para Adib Suaiden. Foi proprietário da Fazenda Paraíso e de máquina de beneficiamento de arroz, café e algodão, essa última em sociedade com seu genro Adib Neme. Construiu 25 casas nos arredores do Grupo Escolar Eliazar Braga e denominou o conjunto residencial como Vila Afiza. Elias Cury casou com Afiza Neme e tiveram oito filhos: Julieta, Ivone, Abdala, Odila, Alice, Naintala, Olívia e Violeta Cury.
Emil Habib Cury, de Marjaium, chegou em 1935 e seguiu para Cabrália Paulista. Lá se associou com seu irmão Farid Cury em um comércio e também com máquina de beneficiamento de arroz e café. Em 1960 mudou para Duartina, ali instalando comércio de secos e molhados. Foi sericicultor. No ano de 1972 se instalou em Pederneiras e adquiriu a Farmácia São José. Emil Habib Cury casou-se em 1949 com Helena Razuk com teve dois filhos: Emily Cury, professora de inglês e comerciante, e Rubens Emil Cury, médico cardiologista. Rubens foi vice-prefeito de 1989 a 1992 e prefeito de Pederneiras de 1997 a 2000, reelegendo-se para um segundo mandato de 2001 a 2004.
Farhud e Pedro Mady, de Marjaium, chegaram em 1920. Os irmãos Semi e Sumaia vieram em 1921 acompanhados da mãe, Nemra Razuk Mady. Farhud, Pedro e Semi começaram a trabalhar com os tios José e Camilo Razuk. Em 1922, Pedro e Farhud estabeleceram um comércio de tecidos. Associando-se com Semi, adquiriram a Casa Central, de José Razuk & Irmão. Por sua vez, esta ficava localizada na esquina do cruzamento da avenida Tiradentes com a rua 9 de Julho, alterando a denominação para Casa Mady. Comercializavam café para exportação. Semi Mady casou com Agia Rached e tiveram três filhos: Yara (professora), Sandra (médica anestesista) e Semi Mady Filho (engenheiro civil). Farhud casou-se com Mona Razuk e tiveram dois filhos: Riad e Charles, médicos. Pedro Mady permaneceu solteiro.
Farhan Massad, de Marjaium, chegou em 1920 e logo se associou aos irmãos José, Elias e Massud já residentes em Pederneiras. Fazia parte da sociedade entre eles uma loja de tecidos, armarinhos e comercialização de café. Após algum tempo deixou a sociedade e instalou a Casa Síria, localizada na rua 15 de Novembro e depois, definitivamente, na baixada da avenida Tiradentes, vendendo tecidos, armarinhos e outros. Farhan Massad casou com Rosa Baracat com quem teve quatro filhos: Leonete (professora), Nabila (professora), Faiz (advogado) e Nabil Massad (médico).
Francisco Razuk, de Marjaium, chegou em 1895. Em 1902 abriu a Casa Estrela do Oriente, na rua Coronel Coimbra, em sociedade com os irmãos Adib, Miguel e Simão. Depois transferiu a loja para a rua Washington Luiz (atual rua 9 de Julho), na esquina com a rua Coronel Coimbra. Nesse local a loja passou a ter no nome de Casa Vermelha Estrela do Oriente, vendendo tecidos, armarinhos, secos e molhados. Assim permaneceu até 1940, quando foi adquirida pelo irmão Adib. Francisco Razuk casou com Saída Neme e tiveram nove filhos: Sumaia, Salua, Loriz, Thomaz, Samy, Fádua, Nehia, Minerva e Naly Razuk, sendo as quatro últimas professoras.
Hassib Razuk e seus irmãos Nagib e Alfredo Abdala Razuk, de Marjaium, chegaram em 1898. Construíram um prédio no cruzamento da avenida Tiradentes com a rua 9 de Julho). Nesse local instalaram uma loja (hoje é o mesmo lugar do Banco do Brasil). Nos anos 1920 a venderam para Augusto Coque e mudaram para São Paulo. Em 1944 voltaram a Pederneiras e instalaram novo comércio no cruzamento da rua Coronel Coimbra com a rua Belmiro Pereira. Nagib casou com Najla Bayoud e tiveram oito filhos: Olinda, Vitória, Adelaide, Clarice, Wilma, Lilá, Abdala (médico) e Foad Razuk (advogado). Hassib casou-se com Farida Cury e tiveram quatro filhos: Samir, Samira, Marly e Evany Razuk.
Jorge Neme, de Marjaium, foi um dos pioneiros vindos do Líbano a radicar-se em Pederneiras. Chegou em 1895 com a esposa Chaina Curi Neme e abriu o primeiro comércio da rua do Comércio (hoje rua 9 de Julho), esquina com a rua 15 de Novembro, no ramo de secos e molhados. Jorge e Chaina Curi Neme tiveram nove filhos: Assef, Abdelmassi, Zaquía, Adma, Ália, Ester e Vitória Neme.
José Razuk chegou em 1897, fazendo parte dos pioneiros libaneses que se estabelecerem em Pederneiras. Instalou a loja Casa Central, no cruzamento da avenida Tiradentes, esquina com a rua do Comércio (atual rua 9 de Julho). Em 1901 chegou seu irmão Camilo, associando a ele no comércio. Em 1913 foi ao Líbano onde se casou com Assma Dabaghi, natural de Hasbaia. Retornou em 1920 com a esposa e os filhos Jorge e Renée. Em 1926 vendeu o comércio para os irmãos Mady. Em 1927 adquiriu a cerâmica de Alberto Borseto, constituindo assim a firma José Razuk & Irmão, com a Cerâmica Razuk ao lado da Estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Foi proprietário das fazendas São José, São Pedro, Barra dos Patos, Lagoa e Ribeirão Grande. Foi um dos acionistas da Empresa Força e Luz Pederneiras. Fez parte diretoria da Santa Casa, colaborando em todas as iniciativas da sociedade pederneirense. José Razuk e Assma Dabaghi Razuk tiveram nove filhos: Jorge, Renée, Lily, Nelly, Helena, Nabih (formado em Direito), Emil (vice-prefeito de 1973 a 1976), Nacin (comerciante) e Anis Razuk, empresário em São Paulo.
José Sabbag chegou por volta de 1915. Em Pederneiras foi proprietário de fazenda nos Macacos, onde se produzia café, de uma olaria na Vila Bambu, serraria e máquinas de beneficiamento de café e algodão. Construiu um prédio no cruzamento da avenida Tiradentes com a rua Campos Sales, onde instalou comércio com filiais em Cabrália e Gália, no ramo de tecidos nacionais e importados e armarinhos. Por volta de 1933 vende a empresa para Manoel Usó e se transfere para a cidade de Duartina. José Sabbag casou com Ália Neme e tiveram nove filhos: Salua, Salomão, Rosa, Iolanda, Semi, Orlando, Rames, Alice e Diva Sabbag.
Khaleb Nagib Baccar, de Marjaium, veio para o Brasil em 1926 seguindo para Bocaina e dali para Barretos. No município de Nova Europa iniciou sua vida profissional como fiscal na Usina Itaquerê, e promovido a gerente-geral agrícola. Permaneceu assim por 25 anos. Em 1956 mudou-se para Pederneiras arrendando a Fazenda São Pedro, de Camilo Razuk, e no local começou a produzir cana. Implantou a Cooperativa dos Plantadores de Cana de Pederneiras. Khaled Nagib Baccar casou em Bocaina com Paulina Fernandes, com quem teve nove filhos: Wilma, Nilza, Abdel-Latif, Altiva, Fuad Amado, Carlos, Munira e Mirian Baccar.
Kataz Rachid Razuk, de Marjaium, chegou em 1919 e começou a trabalhar na loja de Hassib Razuk. Em 1927 se estabeleceu com loja de tecidos com os irmãos Toufik e Adib na rua Coronel Coimbra, praça da igreja matriz. Em 1936 adquiriu o armazém de secos e molhados de Salim Simão, que ficava localizado na avenida Tiradentes, esquina com a rua Siqueira Campos. Em 1941, esse mesmo comércio se tornou a Casa Para Todos, vendendo tecidos, enfeites, perfumaria, calçados, chapéus, louças, ferragens. Logo em 1943 instalou a Torrefação Paulista, produzindo o Café Extra. Kataz Rachid Razuk casou com Olinda Simão e tiveram uma filha: Célia Maria Razuk, professora.
Massud José Nachef, natural de Machdouche, chegou em 1912. Como era professor, veio com a missão de lecionar inglês e árabe aos filhos de libaneses nascidos em Pederneiras. Tempos depois instalou comércio na praça da igreja matriz. Em 1925 mudou seu ponto comercial para a rua 9 de Julho, onde adquiriu loja de Saleme Neme. Em 1943 abriu a loja Casa Verde. A partir de 1966, seus filhos José e Nabih assumiram o controle da loja. Com a saída de José em 1972, Nabih manteve o ponto comercial até 1996. Massud José Nachef casou com Alice Daye e tiveram três filhos: Odete (professora), José (contabilista) e Nabih Massud Nachef (contabilista, desenhista arquiteto, comerciante e empresário, sendo proprietário do Hotel Monte Líbano).
Massud Massad, de Marjaium, chegou em 1907 e iniciou sua vida em Água Limpa (Santelmo) como mascate, trabalhando com um açougue. Mudou para Pederneiras e chamou seu irmão José, do Líbano, para vir ao Brasil. Tempos depois, também Elias, com os quais se associou em comércio de tecidos e secos e molhados, comercializando também café e algodão. Massud Massad casou-se com Rachida Auad e tiveram seis filhos: Abrão Massad (médico ginecologista e obstetra por 40 anos, foi diretor clínico da Santa Casa e participante da construção da primeira maternidade), Adélia, Adma, Aziza, Elza e Adib Massad (médico ginecologista obstetra). José (Yussef) Ibrain Massad casou com Chafika Anad Massad.
Nicolau José Nachef, de Maghdouche, chegou em 1914, a fim de lecionar inglês e matemática para os filhos de libaneses nascidos em Pederneiras. Associou-se ao irmão Massud no comércio de queijos de Passa-Quatro e na loja da praça. Assim permaneceu até 1936 quando se mudou para Água Limpa (Santelmo) onde abriu loja de tecidos e secos e molhados. Em 1955 se estabeleceu em Pederneiras com loja de presentes, depois tecidos, confecções e armarinhos. Nicolau José Nachef casou com Augusta Duarte de Oliveira e tiveram cinco filhos: Maria José (professora), Terezinha (professora), Célia (bancária), Cecília (escriturária) e Alfredo Nachef (mecânico), conhecido como Turco.
Sad Elias Razuk, de Marjaium, chegou em 1903 associando-se aos irmãos Ângelo, Jamil, Taufik e Wadih estabelecidos em Pederneiras desde de 1895. Adquiriu com os irmãos as fazendas dos Patos e Santa Maria, permanecendo na cidade Taufik e Sad, que assumiram a loja Casa Primavera, na avenida Tiradentes. Essa loja vendia secos e molhados e comercializava café para exportação. Sad Elias Razuk casou com Ricardina Telles (Diná) e tiveram cinco filhos: Farid e Jaime, comerciantes; Maria Aparecida, Helena e Lucy Razuk. Taufik Elias Razuk casou com Aziza Gebara, Jamil casou com Marie Bayoud e Wadih voltou para o Líbano.
Said Cury, de Marjaium, chegou em 1927 e trabalhou como mascate se estabelecendo em Guaianás com loja de tecidos, armarinhos e secos e molhados. Em 1937 chegaram a esposa Nemere Resegue Cury e os filhos Indi, Nazir e Cacilda. Aqui nasceram Michel Cury (engenheiro mecânico) e Milton Cury (médico). Adquiriu o sítio Barra Seca, permanecendo em Guaianás até 1946, quando se mudou para Pederneiras instalando a Casa Cury nos altos da avenida Tiradentes.
Saláh Eddin Salim Aly, de Marjaium, chegou em 1949 se fixando em Vanglória, com o irmão Amadeu, na lavoura de arroz, feijão, milho e na criação de suínos. Em 1953 mudaram para Pederneiras e em 1956 adquiriram a fazenda Santa Helena, onde produziam café, milho, cana e criação de gado leiteiro e suínos. Em 1974 assumiu a gerência da Cerâmica Massad. Saláh Eddin casou com Clarice Arielo com quem teve cinco filhas: Rosmari (professora), Dalila (chefe de enfermagem), Damia (enfermeira industrial), Renata (protética odontológica) e Roberta Aly (bancária e professora de educação física). Saláh era ótimo cozinheiro de delícias da cozinha árabe.
Saleme Neme, de Marjaium, chegou em 1896, seguindo para Jaú e depois para Pederneiras, onde se tornou grande amigo do Dr. Joaquim de Sales. Foi mascate por cinco anos percorrendo estradas do município a fim de trazer a família do Líbano. Assim, em 1901, veio a esposa Kahla Bayoud Neme com os filhos Neme, Sahida, Rosa e Nahíme Neme. Após dois anos, em 1903, nasceu Michel Neme. Saleme se estabeleceu com loja de tecidos na rua Coronel Coimbra, em sociedade com Francisco Razuk e Irmãos. Construiu um prédio na rua Washington Luiz (atual rua 9 de Julho), instalando loja de tecidos, e vendendo-a tempos depois para Massud José Nachef. Adquiriu o sobrado na avenida Tiradentes, esquina com a rua Siqueira Campos (antigo prédio que foi demolido pelo Bradesco). Foi proprietário com seu filho Michel das fazendas Santa Lúcia, Itaúna, Canelada e Maturana e mais cinco sítios. Foi sericicultor e proprietário de máquinas de beneficiamento de café, arroz e algodão. Dos filhos de Saleme Neme, destaca-se Michel Neme, eleito por três mandatos a prefeito de Pederneiras, de 1956 a 1959, de 1964 a 1968 e de 1973 a 1976, épocas em que a cidade assistiu grande desenvolvimento pelo seu dinamismo e dedicação.
Toufik Rachid Razuk, de Marjaium, veio para o Brasil em 1924 com seu irmão Adib, seguindo direto para Pederneiras. Trabalhou como balconista na loja de Hassib Razuk, na rua Coronel Coimbra, esquina com a rua Belmiro Pereira. Depois passou a trabalhar na Casa Vermelha Estrela do Oriente, de Francisco Razuk e Irmãos, na rua Washington Luiz (atual rua 9 de Julho), esquina com a rua Coronel Coimbra. Em 1927 se estabeleceu com os irmãos Kataz e Adib na rua Coronel Coimbra, na praça da igreja matriz, com a Casa dos Três Irmãos. Era um comércio de tecidos e armarinhos. Em 1929 com a chegada de seu irmão Aniz, se associou com a firma “Adib Razuk & Irmãos” no ramo de tecidos, confecções, armarinhos, chapéus, secos e molhados, ferragens, louças e outros. Essa firma ficava localizada na rua Coronel Coimbra, esquina da rua Belmiro Pereira. Em 1933 transferiram o comércio para a rua Siqueira Campos, esquina com a avenida Tiradentes e, finalmente, na rua Siqueira Campos, na praça da igreja matriz. Em 1951 estabeleceu a firma “Toufik Razuk & Irmão”, permanecendo até 1973 quando se aposentou no papel, mas não do trabalho. Em 1975 reabriu a loja com seus filhos, com o nome de Loja do Compadre Toufik, permanecendo no local até 2005 quando mudou para avenida Tiradentes, esquina da rua Eliazar Braga. Toufik Rachid Razuk casou com Laura Braz Razuk em 25 de Outubro de 1945 e tiveram quatro filhos: Rinaldo (comerciante, radialista, pesquisador e cultor da história da cidade), Rubens (bancário aposentado), Regina Celi e Roberto Toufik Razuk, comerciantes. Toufik Rachid Razuk foi comerciário e comerciante durante 82 anos. Recebeu homenagem do Rotary Club pelos serviços prestados à comunidade, em 30 de Outubro de 2000; da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pederneiras em Outubro de 2001, pela sua dedicação como lojista. Participou da Loja Maçônica Deus e Caridade. Faleceu em Pederneiras no dia 24 de Maio de 2006, aos 95 anos de idade.
Wady Thomaz Razuk, de Marjaium, chegou em Pederneiras no ano de 1907 e associou-se aos irmãos Francisco, Adib, Miguel e Simão na Casa Estrela do Oriente, localizada na rua Coronel Coimbra. Viajou ao Líbano em 1924 onde se casou com Kahla Mady. Regressou ao Brasil em 1926 associando-se com os irmãos até 1944, quando abriu a Casa Bandeirante, no ramo de secos e molhados, na rua Prudente de Moraes, e transferida para a rua 9 de Julho, em 1967. Wady Thomaz Razuk e Kahla Mady Razuk tiveram cinco filhos: Margarida, Arlita, Hadel, Fuad e Rosalina.
Os sírios
Assad Khalil Haddad, natural de Damasco, chegou ao Brasil em 1950 seguindo para Monte Alto onde trabalhou com os primos na venda de tecidos. Mudou para Maringá onde teve loja de tecidos e depois para Dois Córregos, em 1954. Em 1958 veio para Pederneiras onde instalou indústria de confecções masculinas que permaneceu em atividade até 1971. Assad Khalil Haddad casou-se com Iracema Saturnino e tiveram quatro filhos: Faisal (industrial), Leila (engenheira mecânica), Fauze (bancário) e Martha (professora).
Hassan Salame Hatoun, natural de Hade, chegou em 1955 seguindo para Chavantes onde trabalhou com o tio. Mudou para Garça instalando comércio de cereais e máquina de beneficiamento de café. Mudou para Ubirajara estabelecendo firma atacadista e varejista de confecções e armarinhos. Mudou para Pederneiras onde adquiriu a Casa Oriental, de Chafik Razuk, na praça da igreja matriz. Em 1971 mudou a loja para a rua 9 de Julho, juntamente com indústria de Jeans, permanecendo até 1984. Hassan Salame Hatoun casou com Naly Razuk e tiveram duas filhas: Cíntia (professora e farmacêutica) e Cibeli Hatoun (professora e profissional em comunicação visual).
Salim Simão, natural de Damasco, chegou em 1903 e se fixou em São Manoel, onde iniciou seu trabalho como mascate. Tinha como objetivo trazer sua mãe Balbina e seus irmãos Abdala, Jorge, Issa e Mary. Em 1913, ao visitar Pederneiras para conhecê-la e rever amigos, foi convencido a mudar. Assim o fez adquirindo uma casa na rua Municipal (atual rua Siqueira Campos), onde instalou uma relojoaria trabalhando também como ourives. Em 1918 adquiriu um prédio na avenida Tiradentes, praça da igreja matriz, instalando a Casa Simão. Tinha um estoque bem diversificado, desde tecidos e armarinhos até calçados, louças, materiais para construção e vitrolas. Jorge e Abdala Simão instalaram comércio de gasolina e por volta de 1926, a Agência Chevrolet. Salim Simão participou da diretoria da Conferência de São Vicente de Paulo de 1924 a 1969. Foi proprietário das fazendas Santa Carolina, São José e Boa Esperança, dedicadas a produção de café. Casou com Elisa Monte e tiveram seis filhos: Olinda, Kalil, José, Odete, Arnaldo e Elias Simão.
Gabriel Al-Haj, de Haifa, Palestina (atual Israel), seguiu para os EUA em 1912. Após um ano, veio para o Brasil permanecendo um ano no Rio de Janeiro e dali para São Paulo. Em 1915 mudou para Pederneiras instalando uma loja em Água Limpa (Santelmo) com tecidos, secos e molhados entre outros. Em 1926, veio à Pederneiras onde se associou com Chafik Razuk e pouco tempo depois retornou a Água Limpa, vindo definitivamente a se estabelecer na rua Coronel Coimbra em 1928, com loja de tecidos e armarinhos. Gabriel Al-Haj casou-se com Antonia Terruel Perez e tiveram oito filhos: Jamil, Aziz, Maria, Adélia, Nair, Jair, Jamila e Camel Al-Haj. Camel iniciou como comerciante e nos anos 1940 ingressou no serviço de alto falantes de Antonio Facciolo. Com a entrada no ar da Rádio Cultura, em 1952 tornou-se diretor proprietário até sua morte em maio de 1980.
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