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Política

Símbolos municipais: brasão, bandeira e hino

As três leis que criaram os símbolos de Pederneiras — o brasão de 1957, a bandeira de 1972 e o hino de 1994 —, com a explicação de cada cor, figura e verso.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

São considerados símbolos municipais o brasão, a bandeira e o hino de Pederneiras. Cada um foi criado por uma lei.

O brasão

Lei nº 479, de 23 de abril de 1957, assinada pelo prefeito Michel Neme, que institui o brasão de armas do município.

Escudo português cortado e meio partido, formando três quartéis.

No primeiro, em campo azul (blau), três estrelas, uma encimada e duas ladeando, na base, uma cruz latina; no segundo, em campo vermelho (goles), três flechas de ouro, duas postas em aspa e uma em pala; no terceiro, em uma campanha de verde (sinople), um rio de prata aguado de azul, atravessante, tendo em campo superior, na sua cor, duas pederneiras atritadas com duas centelhas de ouro. Como suportes: à direita, um galho de café, frutado, na sua cor; à esquerda, uma haste de arroz espigado, na sua cor. Um listel de azul com a legenda 1848 – PEDERNEIRAS – 1891, de ouro. Tudo encimado pela coroa mural de cinco torres de prata, que é de cidade.

O que cada elemento significa

  • Escudo português — lembra a origem lusitana do país, em homenagem ao povo descobridor.
  • Cruz latina e três estrelas de ouro — a sede paroquial de Botucatu (Freguesia de Santana) e os sertanistas Manoel dos Santos Simões, Manoel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos, pai e dois filhos, que chegaram em 1848 e fundaram a Fazenda Pederneiras, origem do povoado. O campo azul reflete o céu luminoso da terra bandeirante.
  • Três flechas de ouro em campo vermelho — as lutas entre indígenas e sertanistas que seguiam para o oeste; lembram também as flechas do martírio de São Sebastião, sob cuja invocação foi erguida a primeira capela de São Sebastião da Alegria. Segundo a tradição, numa dessas lutas tombou o velho sertanista Manoel dos Santos Simões. O vermelho representa lutas e ardis.
  • Rio de prata em campo verde — o Tietê, caminho para o sertão desde os primeiros tempos.
  • Duas pederneiras faiscantes — a grande quantidade de pedra de fogo encontrada no lugar, que solta centelhas quando atritada.
  • Café e arroz — a riqueza agrícola do município. O verde, cor da esperança, simboliza a pujança florestal da região.
  • 1848 e 1891 — a fundação pelos três primeiros habitantes e a criação do município, com o nome de São Sebastião da Alegria, desmembrado de Lençóis.

O projeto e o desenho são de Alberto Lima, chefe do Gabinete Fotocartográfico do Ministério da Guerra. O projeto de lei foi elaborado por Francisco Primerano, por meio do Centro Paulista no Rio de Janeiro.

A bandeira

Lei nº 1.015, de 29 de novembro de 1972, sancionada pelo prefeito Willibaldo Fernandes Gil.

Bandeira retangular em cor azul, tendo uma faixa branca em diagonal. No centro um círculo verde, tendo no seu bojo em cruz, verticalmente e horizontalmente se entrecortando a palavra PEDERNEIRAS, em preto. Apontando para o centro, quatro flechas, duas azuis e duas vermelhas, sendo as vermelhas colocadas no sentido horário, às 11 horas e às 5 horas e as de cor azul a 1 hora e as 7 horas. No canto esquerdo inferior três estrelas brancas.

  • Azul — o firmamento e os ideais límpidos de Pederneiras.
  • Círculo verde — as matas e o solo fértil da cidade.
  • Flechas — Pederneiras fica no centro geográfico do Estado de São Paulo.
  • Vermelho — a pujança e a luta na conquista do município.
  • Faixa branca diagonal — a pureza dos ideais da cidade.
  • Três estrelas — os três distritos: Guaianás, Santelmo e Vanglória.

O desenho modular da bandeira segue os mesmos moldes da Bandeira Nacional (Lei federal nº 5.700, de 1971), e a lei tornou obrigatório o hasteamento em todas as datas cívicas nacionais e municipais. A iniciativa e o projeto foram do vereador Genésio Martini.

O hino

Lei nº 1.901, de 24 de agosto de 1994, sancionada pelo prefeito Giácomo Metódio Bertolini. A letra é de Roberto Gonçalves Juliano e a melodia, do maestro Vidal França. Os arranjos para orquestra são do maestro José Roberto, o Branco; a versão popular, do maestro Vidal França.

Pedra de fogo…
Água cristalina…
Tietê hoje é Hidrovia,
uma história que vem de Minas:
Três sertanistas
na terra roxa,
sementes da paz
que aqui germina.

Fomos forjados de amores brasileiros,
um universo de cores e timbres estrangeiros,
um universo de cores e timbres estrangeiros.

São bem bonitas nossas bandeiras,
dizem bem alto de Pederneiras,
dizem bem alto de Pederneiras.

Somos irmãos, partes da mesma flor,
destino do sangue que o azul irrigou;
são muitas raças, encontros de amor,
o mundo inteiro no meu interior.

Rio Tietê, canto com você uma vida inteira…
Há muitas histórias vivas na memória de Pederneiras.

Pedra de fogo…
Água cristalina…
Tietê hoje é Hidrovia,
a história retorna a Minas:
Três sertanistas,
na terra roxa,
sementes da paz
que aqui germina.

Fomos forjados de amores brasileiros,
um universo de cores e timbres estrangeiros,
um universo de cores e timbres estrangeiros.

São bem bonitas nossas bandeiras,
dizem bem alto de Pederneiras,
dizem bem alto de Pederneiras.

Somos irmãos, partes da mesma flor,
destino do sangue que o azul irrigou;
são muitas raças, encontros de amor,
o mundo inteiro no meu interior.

Rio Tietê, canto com você uma vida inteira…
Há muitas histórias vivas na memória de Pederneiras.

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