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Cultura e Vida Social

Biblioteca Pública Municipal "Paula Rached"

Da comissão criada em 1944 à inauguração de 1951, a biblioteca da cidade mudou de endereço mais de dez vezes — e quase foi desativada — até chegar à Avenida Tiradentes.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

A história da Biblioteca Pública de Pederneiras começou em 1941, com o decreto-lei nº 288. Em agosto de 1942, o Departamento das Municipalidades sugeriu ao prefeito criar uma comissão para organizar a biblioteca — e estudar também museus e discotecas que preservassem documentos históricos e culturais da cidade. Em março de 1943 a prefeitura enviou o projeto de decreto da Comissão Municipal de Biblioteca.

Na época já havia duas bibliotecas na cidade: uma no Ginásio e Academia de Comércio Anchieta e outra no Clube Recreativo Comercial, formada com livros doados por autoridades e pela população. Quando o clube a fundou, em setembro de 1939, houve até um Baile do Livro, em que a entrada era um livro doado.

A criação

Em maio de 1944 o prefeito Osny Fleury Silveira assinou o decreto-lei nº 325, que oficializou a Comissão Municipal de Biblioteca, aprovada no mês seguinte pelo Conselho Administrativo do Estado. A biblioteca começou a sair do papel na gestão de Gastão do Amaral Carvalho, em 1945, com apoio do Rotary Clube, de Antonio De Conti e do professor Antonio Serralvo Sobrinho, que conseguiram muitos livros dos Rotary Clubes de Jaú e Bauru. No fim de julho de 1945 nasceram o Centro Cultural de Pederneiras e a Biblioteca Pública; da primeira diretoria fazia parte o professor Antonio de Barros, diretor do Grupo Escolar Eliazar Braga.

Em setembro de 1951 a biblioteca foi finalmente inaugurada pelo prefeito Antonio De Conti, com discursos, homenagens e apresentações dos alunos do Ginásio Anchieta.

Em 1957, a Câmara aprovou a lei que criou oficialmente a Biblioteca Municipal de Pederneiras, instalada no ano seguinte com 1.400 livros. O espaço era alugado; depois passou para uma sala no andar superior da prefeitura, aos cuidados da funcionária Maria Volponi da Silva, a Dona Cotinha.

“Paula Rached”

Nos anos seguintes a biblioteca mudou várias vezes de lugar e chegou a correr o risco de ser desativada. Em 1981 o prefeito Waldomiro Fernandes Mateus reinaugurou-a num prédio novo, na Rua Santos Dumont, ao lado do Parque Infantil Municipal, com o nome de Biblioteca Pública Municipal “Paula Rached”. Estavam presentes a família da homenageada — os pais, Emílio Rached e Mona Razuk Rached, e a irmã, Elizabeth Rached Afonso —, o presidente da Câmara, Amilton Neme, e o diretor do Departamento de Atividades Culturais, Eduardo Monteiro da Silva. A administração ficou com Denise Ferraz Aguiar e, a partir de 1983, com Rita de Cássia Trombeta.

As mudanças de endereço

  • 1983–1988 — na primeira gestão de Giácomo Metódio Bertolini, vai para o salão nobre da prefeitura. Em 1985 a bibliotecária Ana Valéria Novelli reorganiza o acervo e reabre a biblioteca em 1986. Depois dela, a biblioteca fica com funcionários municipais até a contratação da bibliotecária Márcia Pillon (1992–1993).
  • 1994 — com o novo Centro Cultural, passa ao prédio da Fundação Pederneiras de Ensino, junto ao Departamento de Educação e Cultura, com videoteca, auditório e o Cine Clube Sétima Arte. A partir de 1995, a administração é da bibliotecária Adriana Menezes de Camargo.
  • 1998–2001 — salão paroquial da Igreja Matriz de São Sebastião.
  • 2001 — edifício do Instituto Coração de Jesus.
  • 2007 — Rua Benjamim Monteiro, com o Departamento de Educação.
  • 2011 — de volta ao Instituto Coração de Jesus, prédio comprado pela prefeitura para a Secretaria de Educação, com o pátio adaptado para a biblioteca.

Hoje a biblioteca fica na Avenida Tiradentes, L-329, no centro.

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