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Grupo Escolar Eliazar Braga

Eliazar Braga pediu a Comarca e recebeu um grupo escolar — e, em pouco mais de um ano, subiu num terreno doado por ele mesmo o prédio que hoje é tombado e abrigou a instalação da Comarca em 1928.

Caminhões enfeitados, cheios de crianças, diante do prédio do Grupo Escolar em dia de festa.
Caminhões enfeitados, cheios de crianças, diante do prédio do Grupo Escolar em dia de festa.

O nome de Eliazar Braga enche todo um capítulo da história de Pederneiras. Trinta anos de direção política, de empreendimentos arrojados, de lutas heroicas, convergiam para um único objetivo: edificar e engrandecer a cidade. Como vereador em diversas legislaturas e como chefe de elevada projeção no cenário político do Estado, manteve a vasta extensão das divisas municipais, abriu estradas e vias urbanas, fundou escolas e fez construir edifícios públicos.

Uma troca

Em uma de suas viagens a São Paulo, em 1918, mantendo a luta sem tréguas pela criação da Comarca, o pedido lhe foi negado — mas recebeu a proposta de pedir outra necessidade local em troca. Eliazar pediu então a edificação de um grupo escolar.

Em pouco mais de um ano estava construído o prédio, em terreno que ele próprio doou. Prédio amplo e majestoso, sem dúvida um dos mais notáveis do Estado. Para uma cidade então pequena, causava pasmo a desproporção da conquista.

A instalação

Projetado em 1917 por Carlos Rosencrantz, o edifício previa dez salas no projeto original, mas foram construídas apenas seis, com a diferença suprida pelo trecho aproveitável do porão.

Criado por decreto estadual de 22 de março de 1920, quando o edifício já estava concluído, foi instalado com grandes festividades em 29 de abril de 1920, constituindo-se o Primeiro Grupo Escolar de Pederneiras. Tinha inicialmente 477 crianças matriculadas em oito classes.

Os primeiros professores foram Maria Isabel Gomes de Oliveira, Antonio Rahal, Maria Cristina de Almeida, Maria Moreira Castilho, Marcos da Cunha, Olga Moraes, Teodorina de Freitas Castello e Adebar Nogueira, todos regentes de escolas isoladas anexadas ao grupo. Um mês depois completou doze classes, com as professoras Eulália Marcondes Pedrosa, Maria José Castro Negreiros, Maria José Reimão Sáes e Tereza Silveira Borges.

O primeiro diretor foi o Prof. Antonio de Arruda Ribeiro, que permaneceu até 18 de fevereiro de 1921. O primeiro porteiro foi Cândido Borges, e os serventes Antonio de Oliveira e Ana Garcia da Silveira.

O nome e o tombamento

Uma representação do prefeito Mario de Barros Camargo resultou no decreto estadual de 20 de fevereiro de 1940, quando o prédio recebeu o nome de seu benfeitor.

Em 25 de janeiro de 1986, por ato do governador André Franco Montoro, foi tombado pelo CONDEPHAAT — Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo — pelo valor arquitetônico e histórico, preservando a memória escolar da cidade. É o único prédio tombado do município de Pederneiras.

A Lei Complementar nº 2063, de 11 de março de 1998, designou o Sistema Municipal de Ensino, criando as escolas municipais. A escola é hoje a Escola Municipal de Ensino Fundamental “Eliazar Braga”.

O terreno antes da escola

A título de curiosidade: o terreno onde a escola foi construída abrigou o primeiro cemitério de Pederneiras. Ele funcionou até a inauguração do cemitério atual, em 1905, e os restos mortais ali existentes foram trasladados para o novo local.

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