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Dom Sílvio Maria Dário

Filho de imigrantes italianos nascido em Pederneiras em 1919, foi o único bispo auxiliar da história de Botucatu e o primeiro bispo da Diocese de Itapeva. Dá nome a uma avenida da cidade.

Dá nome aAvenida Dom Sílvio Maria Dário

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Sétimo filho do casal de imigrantes italianos Marcelo Dário e Marcelina Cestari, Sílvio Dário nasceu em Pederneiras em 15 de agosto de 1919. Seus irmãos eram Júlio Antonio, João, Adelina, Décio, José, Alfredo, Ninfa e Roberto. Marcelo Dário e Júlio Antonio Dário dão nome a ruas do Jardim Santa Lúcia e do Jardim Alvorada.

Em 27 de dezembro de 1919 foi batizado como “Sylvio” pelo padre Alfredo Cangueiro, na antiga igreja de São Sebastião, quando o responsável pela paróquia era o padre Nicolau Scorachio. Os padrinhos foram Carlos Moretto e Pasqua Saggiori. Foi um garoto tranquilo e coroinha da igreja de São Sebastião no tempo do padre Ernesto Cangueiro, irmão do padre Alfredo.

A vocação

Durante a Revolução de 1932, o menino acompanhou aflito as notícias que chegavam da região de Bauru. Nesse mesmo período, aos 13 anos, tomou consciência da vocação sacerdotal, orientado pelo padre Ernesto, e com a bênção dos pais foi matriculado no Seminário Diocesano de Botucatu. Encantou-se com a vida do padre José de Anchieta e, mais maduro, dedicou-se ao estudo da Sagrada Escritura, que considerava a alma da teologia. Tinha grande devoção a Nossa Senhora.

Curiosamente, Sílvio só tirou o registro civil já moço: numa das férias do seminário, veio a Pederneiras e registrou o nascimento no cartório local. Foi então que acrescentou “Maria” ao nome, em sinal de devoção.

Foi ordenado diácono em 5 de março de 1944, na capela do Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, e padre em 8 de dezembro de 1944, na Catedral de Sant’Ana, em Botucatu. Além do sacerdócio, foi gerente e chefe de expedição da revista A Messe, do Seminário Menor de Botucatu, e ficou alguns anos no seminário como professor e orientador espiritual.

Anhembi e a Cúria

Em 1952, aos 33 anos, tornou-se pároco de Anhembi, na Paróquia Nossa Senhora dos Remédios. Sua obra mais notável ali foi liderar a construção da atual Igreja Matriz. Ficou até 1964 e recebeu o título de Cidadão Honorário de Anhembi em 1966.

Padre Sílvio gostava do trabalho da Cúria. Trabalhou nessa rotina por vinte anos, o que lhe valeu os títulos de Cônego, Monsenhor e Chanceler do Bispado de Botucatu, e ainda dirigiu o jornal diocesano Monitor. Quem o conheceu lembra da sua humildade. Sempre que podia, visitava a família em Pederneiras e não perdia a confraternização dos Dário, todo 1º de janeiro.

Bispo

Em 22 de fevereiro de 1965 foi anunciada a sua elevação ao episcopado, como bispo auxiliar do arcebispo de Botucatu — a única vez em que a arquidiocese teve um bispo auxiliar. Foi sagrado em 2 de maio de 1965 e, mesmo com o novo título, nunca abandonou o trabalho pastoral.

Em 2 de março de 1968 o papa Paulo VI criou a Diocese de Itapeva, e em 27 de março Dom Sílvio foi nomeado seu primeiro bispo. A posse foi em 26 de julho de 1968, dia de Sant’Ana, padroeira da nova diocese. Ele a conduziu até morrer, em 1º de maio de 1974, e está sepultado na Catedral de Sant’Ana, em Itapeva, onde seu túmulo recebe fiéis o dia inteiro; muitos pedem a sua beatificação.

Em Pederneiras

Em vida, Dom Sílvio era convidado a ser paraninfo de formaturas nas escolas de Pederneiras. Em setembro de 1980, por iniciativa do prefeito Waldomiro Fernandes Mateus, foi criada a Avenida Dom Sílvio Maria Dário.

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